antigas_financasA secretária de Estado e da Justiça, Helena Mesquita Ribeiro, esteve esta segunda-feira em Santo Tirso para assinalar a passagem do Tribunal do Comércio para o antigo edifício das Finanças, localizado na Rua Ângelo Andrade. Com a assinatura deste protocolo, o edifício vai permitir criar condições adequadas ao funcionamento da comarca.

O antigo edifício das Finanças, localizado na Rua Ângelo Andrade, vai ganhar nova vida. O espaço, de 719 metros quadrados, vai dar lugar ao Tribunal do Comércio, depois do protocolo assinado esta segunda-feira entre o Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça e a Câmara Municipal de Santo Tirso, na presença da secretária de Estado e da Justiça, Helena Mesquita Ribeiro.

“Este é um protocolo que pretende dar execução rápida à reformulação das instalações que vão servir para funcionamento do Tribunal do Comércio, que resultou fixar-se aqui em Santo Tirso na última reforma do mapa judiciário. Face à franca falta de espaço no tribunal, foi necessário encontrar uma alternativa, que através do diálogo com o Governo, concretamente com a senhora secretária de Estado e da Justiça, e com o Instituto de Gestão Financeira, rapidamente se concretizou”, explicou o presidente da Câmara, Joaquim Couto.

O edifício, até agora desocupado, vai permitir criar condições adequadas ao funcionamento da comarca, resultado de um projeto de adaptação do espaço feito pela autarquia, num investimento na ordem dos 100 mil euros. As obras de requalificação ficarão a cargo do Estado, que investirá um valor de 800 mil euros.

“É com muito gosto que o Ministério da Justiça está representado aqui hoje, porque sabemos que a concretização desta obra vai dar condições de trabalho dignas a quem trabalha nos Tribunais, e a quem trabalha numa jurisdição como é a do Tribunal do Comércio. A atividade que os funcionários e os magistrados desenvolvem é uma atividade nova, e a nossa satisfação surge também pelo facto destas novas instalações surgirem de um edifício que já é património para todos nós”, elogiou a secretária de Estado e da Justiça, Helena Mesquita Ribeiro.

dislexiaEm comunicado, a autarquia de Santo Tirso, distrito do Porto, aponta que este diagnóstico vai avaliar as necessidades específicas das crianças com 04 e 05 anos de idade que apresentem dificuldades de aprendizagem.

De acordo com o presidente da câmara de Santo Tirso, Joaquim Couto, com este programa pretende-se que “as crianças intervencionadas passem de uma situação de insucesso escolar para uma crescente situação de sucesso escolar, com todas as conquistas que daí advirão”.

“A intervenção nestas idades é decisiva na prevenção do surgimento deste tipo de problemas, e permite uma análise cuidada da discrepância entre a capacidade e o desempenho dos alunos”, refere o autarca.

A implementação deste programa tem início com a formação dos educadores sobre o tema, enquanto aos alunos será feita uma entrevista, seguida do despiste, avaliação e diagnóstico, que permitirá uma intervenção pedagógica diferenciada aos alunos diagnosticados com dislexia, descreve informação camarária.

É considerada dislexia a dificuldade específica de aprendizagem de um ou mais processos de fala, linguagem, leitura, escrita, aritmética ou áreas escolares, resultantes de uma desvantagem causada por uma possível disfunção cerebral e/ou distúrbios emocionais e comportamentais.

Ainda a propósito dos programas relacionados com a área da Educação, Joaquim Couto declarou-se “satisfeito” com os resultados divulgados pelo “Norte Conjuntura”, segundo os quais Santo Tirso “registou taxas de desistência de ensino básico e secundário mais baixas do que a média nacional, bem como uma das maiores taxas reais de pré-escolarização ao nível da zona Norte”.

Dados remetidos pela autarquia mostram que Santo Tirso tem uma taxa de retenção e desistência do ensino básico inferior a 6%, menos 4% do que a média nacional.

Já ao nível do ensino secundário regular, a taxa de retenção e desistência de Santo Tirso é de 11%, comparativamente aos 20% registados na média nacional e aos 15% na região Norte.

“Valor destaque é também a taxa real de pré-escolarização no concelho, que demonstra a capacidade para acolher alunos da pré-escolar nas suas diferentes instituições. Santo Tirso regista uma taxa de pré-escolarização de 100%, desde 2009, superior a municípios como Vila do Conde ou Paredes”, descreve nota da autarquia baseada no estudo da “Norte Conjuntura”.

“Estes dados são demonstrativos do trabalho que tem vindo a ser realizado no concelho”, refere Joaquim Couto, enumerando obras no parque escolar e políticas adotadas, incentivos e apoios sociais, investimento em transportes escolares, bem como atribuição de bolsas de estudo.

cores_stsDias 9 e 10 de setembro, a Câmara Municipal de Santo Tirso convida a uma “reentré” colorida e cheia de energia, que promete tomar conta do Largo Coronel Batista Coelho.

Durante dois dias, Santo Tirso vai ser o centro da cor e da animação. A iniciativa “Santo Tirso a Cores” volta ao Largo Coronel Batista Coelho a 9 e 10 de setembro, depois do sucesso das edições anteriores, que trouxeram milhares de pessoas à cidade.

No primeiro dia, 9 de setembro, o “Run Tirso” promete desafiar os participantes a percorrerem cinco quilómetros, cheios de muitas surpresas. Em cada ponto estratégico do percurso, os participantes serão molhados pelos bombeiros, regados de pó colorido, confettis e espuma. A noite terminará com uma “Festa Kubik”, ao som de muita música proporcionada por DJ’s convidados.

A “Festa Kubik” volta a animar a cidade no dia 10. Ao longo de toda a noite, vários DJ’s vão protagonizar aquela que promete ser mais um grande evento no Largo Coronel Batista Coelho.

escola_ponteA rotina na Escola da Ponte, Santo Tirso, não começa com o toque de entrada. Bruna, Inês e Vasco, três dos 210 alunos que frequentam um modelo de ensino “diferente”, escolhem que matéria estudar, fazem pesquisas e autopropõem-se para avaliação. “Iniciação”, “consolidação” e “aprofundamento” são os nomes dos núcleos que compõem o sistema organizativo da Escola da Ponte. Correspondem aos graus de ensino tradicional mas isso não significa que nas salas estejam crianças e jovens divididos por idades com um professor junto ao quadro a ler o manual ou a debitar matéria. A Escola da Ponte é pública, assinou em 2003 um Contrato de Autonomia com o Ministério da Educação, recebe alunos desde o pré-escolar ao 9.º ano de escolaridade e existe há mais de 40 anos seguindo um método único em Portugal.

In Correio da Manha

museu_escultura_internacionalÉ a conclusão de um projecto nascido há cerca de um quarto de século, quando, em 1990, o escultor Alberto Carneiro desafiou a Câmara Municipal de Santo Tirso a lançar um simpósio de escultura contemporânea na cidade. Dez simpósios depois (1991-2013), que deixaram espalhadas pela terra 54 peças criadas por 53 artistas de todo o mundo – Carneiro é o único escultor repetido, com as obras que deram origem ao programa, Água sobre a terra e O barco, a montanha e a lua (ambas de 1990) –, Santo Tirso conta com uma sede para o seu Museu Internacional de Escultura Contemporânea (MIEC.

Álvaro Siza e Eduardo Souto de Moura são os autores do novo equipamento, que tem a particularidade de ficar ligado funcionalmente ao antigo Museu Municipal Abade Pedroso, criado no final dos anos 1980. Os dois arquitectos “Pritzker” portugueses foram convidados pela autarquia em 2013 para conceberem o novo edifício, que responderia – diz ao PÚBLICO o seu director, Álvaro Moreira – “à necessidade de reabilitar o museu municipal e criar uma nova sede para o MIEC”.

Numa solução que casa um edifício contemporâneo com a arquitectura barroca do velho Mosteiro de Santo Tirso (classificado como Monumento Nacional em 1982), o novo museu é uma espécie de “dois em um”, ligando as duas valências a partir de uma entrada e um conjunto de espaços comuns: recepção, loja, cafetaria, auditório e sala de reservas.

O conjunto das obras teve um orçamento de 4,6 milhões de euros, comparticipados em 85% por fundos comunitários.

O novo edifício do MEIC tem dois pisos: no primeiro, encontra-se o centro de documentação e de interpretação que dá a conhecer a meia centena de peças espalhadas pela cidade; no subterrâneo, sete salas profusamente iluminadas acolhem as exposições temporárias. A primeira a ter aí lugar, com inauguração também este sábado, reúne 13 peças do escultor Carlos Nogueira (n. Moçambique, 1947), sob o duplo título Casa comprida com árvores dentro (retomando o trabalho por si apresentado no 9.º Simpósio Internacional de Escultura Contemporânea de Santo Tirso, em 2013) e Casa comprida com luz e outras construções.

Com um trabalho em que utiliza materiais como a madeira, a pedra, o ferro ou o vidro, Carlos Nogueira “explora temas como a casa ou o caminho, convocando muitas vezes o espaço habitável e esbatendo as relações tradicionais entre interior e exterior”, diz o comunicado do MEIC a anunciar a exposição. Na sua carreira, o escultor de origem moçambicana representou Portugal na Bienal de Veneza de 1986, na Trienal de Arquitectura de Milão de 1996 e na Quadrienal de Escultura de Riga de 2004. Em 2013, teve uma retrospectiva no Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian, sob o título O Lugar das Coisas.

Foto e Texto: Público

joaquim_couto_inaA Câmara Municipal de Santo Tirso está preocupada com o futuro do Instituto Nun’Alvres, fruto da publicação do despacho normativo que prevê o fim de contratos de associação com os colégios privados. Numa missiva endereçada à secretária de Estado Adjunta e da Educação, na passada sexta-feira, dia 29 de abril, a autarquia solicita que a aplicabilidade do despacho seja revisto, com caráter de urgência.

Após uma reunião com a administração do INA, que decorreu na passada sexta-feira, a Câmara Municipal de Santo Tirso enviou um ofício a Alexandra Leitão, secretária de Estado Adjunta e da Educação, alertando para o facto da aplicação do despacho normativo colocar em risco valências do Colégio das Caldinhas, pela possibilidade de diminuição de turmas e consequente redução de financiamentos.

Segundo a missiva, as consequências são ainda mais abrangentes do que a redução de recursos humanos, pois implicam o impacto no desemprego do concelho, nas famílias e na economia local.

“As famílias dos professores, auxiliares e alunos vivem, atualmente, momentos de grande ansiedade e inquietação, face a um futuro que se vê incerto, mas a concretizar-se a aplicação deste normativo, a realidade será muito gravosa”, adverte-se no ofício.

A instabilidade, acrescenta-se, irá refletir-se não só em Santo Tirso, mas também nos municípios do Médio Ave, nomeadamente Guimarães, Famalicão e Trofa, uma vez que o Colégio das Caldinhas é frequentado por alunos de toda a região, dada a oferta formativa, a sua qualidade de ensino de rigor e grande referência.

Solicitando, assim, com caráter de urgência, que o despacho seja revisto e a sua aplicabilidade ponderada no que ao Colégio das Caldinhas diz respeito, a Câmara Municipal de Santo Tirso pediu, ainda, uma reunião com a secretária de Estado Adjunta e da Educação, para análise da situação.

A Câmara de Santo Tirso reitera, desta forma, a posição de solidariedade com a comunidade educativa, transmitida à direção do INA logo após ter havido conhecimento do despacho normativo.

vale_lecaNa zona do Vale do Leça, concelho de Santo Tirso, no distrito do Porto, estão em causa as freguesias de Monte Córdova, Lamelas/Guimarei, Carreira/Refojos, Água Longa, Agrela e Reguenga.

Com este investimento, os responsáveis acreditam que “dentro de dois a quatro anos” a cobertura de rede na zona atinja 95%.

Esta manhã, numa apresentação que decorreu junto à Capela de Nossa Senhora das Dores, em Reguenga, foi vincado como “grande objetivo” deste investimento, que será alvo de candidatura a fundos comunitários, “atingir ganhos de saúde pública”.

“Queremos dar continuidade à completa infraestruturação com redes públicas de água e saneamento de todo o concelho. E esta zona sem dúvida que necessita deste projeto que inclui investimentos em alta e em baixa”, referiu o presidente da câmara de Santo Tirso, Joaquim Couto.

O autarca destacou a “beleza” e o património natural da zona do Vale do Leça, elogiando a população e as juntas de freguesia que “souberam conservar muito bem o espaço”.

Já o vice-presidente da Águas do Norte, Martins Soares, disse que desde a agregação das empresas de águas estão no terreno investimentos a rondar os 1,8 mil milhões de euros em 80 municípios nortenhos.

“Isto corresponde a três milhões de habitantes a beberem água através da Águas do Norte”, referiu, acrescentando “estar certo” que a análise da reformulação do setor faz águas que está a ser feita pelo atual Governo “não vai comprometer estes investimentos”.