Na listagem anunciada no concelho de Santo Tirso quem a lidera novamente é o Colégio Santa Teresa de Jesus que ocupa a 11º posição a nível nacional e uma das melhores do distrito do Porto, no ensino público a melhor classificada é a Escola Secundária Tomaz Pelayo que ficou em 213º (as escolas sem classificações tiveram menos de 50 provas embora a sua média possa ser comparada).

ranking2016

alfa_pendularEntre 1 de maio e 31 de outubro, o número de passageiros com entrada ou saída em Santo Tirso aumentou 45 por cento, relativamente ao mesmo período do ano passado. Os dados são avançados pela CP – Comboios de Portugal, referentes à passagem do Alfa Pendular e Intercidades na ligação Lisboa/Guimarães e Guimarães/Lisboa, com paragem no concelho.

Passou pela primeira vez em Santo Tirso a 1 de maio, e até ao último dia de outubro já fez do Município um local de entrada e saída de alguns milhares de passageiros. Segundo dados estatísticos da CP–Comboios de Portugal, desde o início de passagem do Alfa Pendular por Santo Tirso, o número de viajantes que partem ou chegam à cidade aumentou 45 por cento, comparativamente com o mesmo período do ano anterior.

O Alfa Pendular sai da estação de Santa Apolónia, todos os dias, às 8h00, pára em Santo Tirso pelas 11h30, e chega a Guimarães às 11h53. No sentido inverso, parte de Guimarães às 16h55, pára em Santo Tirso às 17h19 e chega a Lisboa, Santa Apolónia, às 20h40.

Relativamente aos preços dos bilhetes, uma viagem entre Lisboa e Santo Tirso custa 45,50 euros em classe, conforto e 31,80 euros em classe turística. Se forem adquiridos uma semana antes, podem ficar por 27,50 euros (conforto) e 19,50 (turística).

swonkieDepois de concluir o Curso Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos na OFICINA – Escola Profissional do INA em julho passado, o Daniel Fernandes apresentou o seu novo projeto, a plataforma Swonkie, no maior evento de empreendedorismo, tecnologia e inovação da Europa, a Web Summit, que decorreu em Lisboa. Juntamente com o seu sócio João Cortinhas o Daniel marcou presença como a única startup com uma plataforma de gestão de redes sociais presente na Web Summit.

            Com três anos de formação na OFICINA, o Daniel recorda que este momento não teria sido possível sem a passagem por esta escola. “A OFICINA foi a chave do sucesso, o caminho que me permitiu crescer pessoalmente e profissionalmente. É uma escola que aposta forte nestes dois eixos: formar jovens que sejam capazes de trabalhar ativamente na promoção do bem comum de forma profissional, humana e justa. A presença no Web Summit foi o culminar de um processo de formação que aposta na inovação e no empreendedorismo”.

Miguel Sá Carneiro, diretor pedagógico da OFICINA, felicita o percurso do jovem, considerando que a escola tudo faz para que os jovens possam desenvolver as suas competências pessoais e profissionais. “A metodologia de Aprendizagem Baseada em Projetos, a par da Formação Integral, representam uma abordagem pedagógica que coloca o aluno no centro da aprendizagem, e o desenvolvimento de competências para o séc. XXI, como o empreendedorismo, como foco da  formação. O Daniel expressa as qualidades de todos os que aproveitam bem as oportunidades que este modelo educativo e de formação oferece ”.

            A Swonkie – apoiada pelo Famalicão Made In, através do seu Gabinete de Apoio ao Empreendedor, com o qual o OFICINA tem parceria no âmbito da OFICINA STARTUP – é uma plataforma de gestão de redes sociais onde bloggers, agências gestoras de redes sociais e Marcas conseguem potenciar e otimizar a produção de conteúdos, partilhando-os em segundos por todas as suas redes sociais, criando maior interação com os seguidores.

Um estudo da Associaguaação Portuguesa de Famílias Numerosas, relativo à diferença nas taxas de consumo de água nos municípios portugueses, veio confirmar aquilo que o PSD denunciou: Santo Tirso tem a água mais cara do País, penalizando de forma evidente as famílias do concelho. Os números apresentados não deixam margem para dúvidas. Um agregado familiar com dez pessoas em Santo Tirso tem um custo anual na fatura da água de 1258 euros, enquanto em Lisboa esse valor se fica pelos 283 euros. Já uma família de três elementos paga em Amarante 91 euros por ano, enquanto em Santo Tirso esse valor sobre para os 263 euros.

Como se vê, o valor cobrado em Santo Tirso não tem paralelo no território nacional, provando ser inexistente qualquer política de apoio às famílias por parte da Câmara Municipal de Santo Tirso. A propaganda do executivo de que o preço da água não é aumentado há três anos vem apenas desmascarar o facto de que se os preços não subiram é porque não há mais margem para isso. Já atingiu o valor mais alto do País e aí permanece, não tendo qualquer benefício para as famílias mais alargadas, muito pelo contrário, penalizando de forma evidente os maiores agregados familiares.

Em devido tempo, o PSD de Santo Tirso alertou para esta situação, denunciando as tarifas desproporcionadas pagas pelos tirsenses quando em comparação, por exemplo, com os municípios vizinhos. O tarifário praticado no concelho é extremamente penalizador para os tirsenses enão se vislumbra qualquer alteração à política que a Câmara Municipal tem seguido face a um contrato de concessão claramente desajustado à realidade.

PSD Santo Tirso

festival_palcos_de_santo_tirsoDurante um mês, Santo Tirso foi a capital do teatro amador. O Festival Palcos de Santo Tirso terminou no passado dia 22 de outubro, com um balanço mais do que positivo: quase 5.000 espectadores e 90% de lotação nas salas, em média, resultado de mais de 3.500 quilómetros percorridos por companhias de teatro vindas de todo país.

Promovido pela Câmara Municipal, em parceria com a Companhia de Teatro de Santo Tirso, o Festival Palcos voltou a trazer ao concelho o melhor do teatro amador. Durante o mês de outubro, companhias de teatro vindas de todo o país levaram às freguesias, escolas e ruas do Município quase duas dezenas de espetáculos. Da comédia ao drama e não esquecendo o público infantojuvenil, a edição deste ano contou com mais público que a anterior e com uma lotação média por sala de 90%.

“O Palcos de Santo Tirso é já uma referência cultural. Tornamo-lo uma aposta, e é possível ver que é uma aposta ganha, que superou as nossas expectativas. É para nós muito importante que os munícipes tenham uma oportunidade próxima de se ligarem ao teatro, que é um género cultural que muitas vezes acaba por ficar esquecido.

Em palco por todo o concelho estiveram companhias vindas de todo o país, incluindo ilhas – Mérito Avintense, de Avintes; Nova Comédia Bracarense, de Braga; TAL – Livramento, Madeira; Companhia de Teatro “Os Quatro Ventos”, de Santo Tirso; Teatro Olimpo, de Leiria; Retorta Teatro, de Valongo; Teatro de Cristelo, de Paredes; Teatro Renascer, de Esmoriz e Grupo de Teatro Aldeia Verde, de Lamego).

escola_ponteA rotina na Escola da Ponte, Santo Tirso, não começa com o toque de entrada. Bruna, Inês e Vasco, três dos 210 alunos que frequentam um modelo de ensino “diferente”, escolhem que matéria estudar, fazem pesquisas e autopropõem-se para avaliação. “Iniciação”, “consolidação” e “aprofundamento” são os nomes dos núcleos que compõem o sistema organizativo da Escola da Ponte. Correspondem aos graus de ensino tradicional mas isso não significa que nas salas estejam crianças e jovens divididos por idades com um professor junto ao quadro a ler o manual ou a debitar matéria. A Escola da Ponte é pública, assinou em 2003 um Contrato de Autonomia com o Ministério da Educação, recebe alunos desde o pré-escolar ao 9.º ano de escolaridade e existe há mais de 40 anos seguindo um método único em Portugal.

In Correio da Manha

museu_escultura_internacionalÉ a conclusão de um projecto nascido há cerca de um quarto de século, quando, em 1990, o escultor Alberto Carneiro desafiou a Câmara Municipal de Santo Tirso a lançar um simpósio de escultura contemporânea na cidade. Dez simpósios depois (1991-2013), que deixaram espalhadas pela terra 54 peças criadas por 53 artistas de todo o mundo – Carneiro é o único escultor repetido, com as obras que deram origem ao programa, Água sobre a terra e O barco, a montanha e a lua (ambas de 1990) –, Santo Tirso conta com uma sede para o seu Museu Internacional de Escultura Contemporânea (MIEC.

Álvaro Siza e Eduardo Souto de Moura são os autores do novo equipamento, que tem a particularidade de ficar ligado funcionalmente ao antigo Museu Municipal Abade Pedroso, criado no final dos anos 1980. Os dois arquitectos “Pritzker” portugueses foram convidados pela autarquia em 2013 para conceberem o novo edifício, que responderia – diz ao PÚBLICO o seu director, Álvaro Moreira – “à necessidade de reabilitar o museu municipal e criar uma nova sede para o MIEC”.

Numa solução que casa um edifício contemporâneo com a arquitectura barroca do velho Mosteiro de Santo Tirso (classificado como Monumento Nacional em 1982), o novo museu é uma espécie de “dois em um”, ligando as duas valências a partir de uma entrada e um conjunto de espaços comuns: recepção, loja, cafetaria, auditório e sala de reservas.

O conjunto das obras teve um orçamento de 4,6 milhões de euros, comparticipados em 85% por fundos comunitários.

O novo edifício do MEIC tem dois pisos: no primeiro, encontra-se o centro de documentação e de interpretação que dá a conhecer a meia centena de peças espalhadas pela cidade; no subterrâneo, sete salas profusamente iluminadas acolhem as exposições temporárias. A primeira a ter aí lugar, com inauguração também este sábado, reúne 13 peças do escultor Carlos Nogueira (n. Moçambique, 1947), sob o duplo título Casa comprida com árvores dentro (retomando o trabalho por si apresentado no 9.º Simpósio Internacional de Escultura Contemporânea de Santo Tirso, em 2013) e Casa comprida com luz e outras construções.

Com um trabalho em que utiliza materiais como a madeira, a pedra, o ferro ou o vidro, Carlos Nogueira “explora temas como a casa ou o caminho, convocando muitas vezes o espaço habitável e esbatendo as relações tradicionais entre interior e exterior”, diz o comunicado do MEIC a anunciar a exposição. Na sua carreira, o escultor de origem moçambicana representou Portugal na Bienal de Veneza de 1986, na Trienal de Arquitectura de Milão de 1996 e na Quadrienal de Escultura de Riga de 2004. Em 2013, teve uma retrospectiva no Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian, sob o título O Lugar das Coisas.

Foto e Texto: Público