swonkieDepois de concluir o Curso Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos na OFICINA – Escola Profissional do INA em julho passado, o Daniel Fernandes apresentou o seu novo projeto, a plataforma Swonkie, no maior evento de empreendedorismo, tecnologia e inovação da Europa, a Web Summit, que decorreu em Lisboa. Juntamente com o seu sócio João Cortinhas o Daniel marcou presença como a única startup com uma plataforma de gestão de redes sociais presente na Web Summit.

            Com três anos de formação na OFICINA, o Daniel recorda que este momento não teria sido possível sem a passagem por esta escola. “A OFICINA foi a chave do sucesso, o caminho que me permitiu crescer pessoalmente e profissionalmente. É uma escola que aposta forte nestes dois eixos: formar jovens que sejam capazes de trabalhar ativamente na promoção do bem comum de forma profissional, humana e justa. A presença no Web Summit foi o culminar de um processo de formação que aposta na inovação e no empreendedorismo”.

Miguel Sá Carneiro, diretor pedagógico da OFICINA, felicita o percurso do jovem, considerando que a escola tudo faz para que os jovens possam desenvolver as suas competências pessoais e profissionais. “A metodologia de Aprendizagem Baseada em Projetos, a par da Formação Integral, representam uma abordagem pedagógica que coloca o aluno no centro da aprendizagem, e o desenvolvimento de competências para o séc. XXI, como o empreendedorismo, como foco da  formação. O Daniel expressa as qualidades de todos os que aproveitam bem as oportunidades que este modelo educativo e de formação oferece ”.

            A Swonkie – apoiada pelo Famalicão Made In, através do seu Gabinete de Apoio ao Empreendedor, com o qual o OFICINA tem parceria no âmbito da OFICINA STARTUP – é uma plataforma de gestão de redes sociais onde bloggers, agências gestoras de redes sociais e Marcas conseguem potenciar e otimizar a produção de conteúdos, partilhando-os em segundos por todas as suas redes sociais, criando maior interação com os seguidores.

Um estudo da Associaguaação Portuguesa de Famílias Numerosas, relativo à diferença nas taxas de consumo de água nos municípios portugueses, veio confirmar aquilo que o PSD denunciou: Santo Tirso tem a água mais cara do País, penalizando de forma evidente as famílias do concelho. Os números apresentados não deixam margem para dúvidas. Um agregado familiar com dez pessoas em Santo Tirso tem um custo anual na fatura da água de 1258 euros, enquanto em Lisboa esse valor se fica pelos 283 euros. Já uma família de três elementos paga em Amarante 91 euros por ano, enquanto em Santo Tirso esse valor sobre para os 263 euros.

Como se vê, o valor cobrado em Santo Tirso não tem paralelo no território nacional, provando ser inexistente qualquer política de apoio às famílias por parte da Câmara Municipal de Santo Tirso. A propaganda do executivo de que o preço da água não é aumentado há três anos vem apenas desmascarar o facto de que se os preços não subiram é porque não há mais margem para isso. Já atingiu o valor mais alto do País e aí permanece, não tendo qualquer benefício para as famílias mais alargadas, muito pelo contrário, penalizando de forma evidente os maiores agregados familiares.

Em devido tempo, o PSD de Santo Tirso alertou para esta situação, denunciando as tarifas desproporcionadas pagas pelos tirsenses quando em comparação, por exemplo, com os municípios vizinhos. O tarifário praticado no concelho é extremamente penalizador para os tirsenses enão se vislumbra qualquer alteração à política que a Câmara Municipal tem seguido face a um contrato de concessão claramente desajustado à realidade.

PSD Santo Tirso

festival_palcos_de_santo_tirsoDurante um mês, Santo Tirso foi a capital do teatro amador. O Festival Palcos de Santo Tirso terminou no passado dia 22 de outubro, com um balanço mais do que positivo: quase 5.000 espectadores e 90% de lotação nas salas, em média, resultado de mais de 3.500 quilómetros percorridos por companhias de teatro vindas de todo país.

Promovido pela Câmara Municipal, em parceria com a Companhia de Teatro de Santo Tirso, o Festival Palcos voltou a trazer ao concelho o melhor do teatro amador. Durante o mês de outubro, companhias de teatro vindas de todo o país levaram às freguesias, escolas e ruas do Município quase duas dezenas de espetáculos. Da comédia ao drama e não esquecendo o público infantojuvenil, a edição deste ano contou com mais público que a anterior e com uma lotação média por sala de 90%.

“O Palcos de Santo Tirso é já uma referência cultural. Tornamo-lo uma aposta, e é possível ver que é uma aposta ganha, que superou as nossas expectativas. É para nós muito importante que os munícipes tenham uma oportunidade próxima de se ligarem ao teatro, que é um género cultural que muitas vezes acaba por ficar esquecido.

Em palco por todo o concelho estiveram companhias vindas de todo o país, incluindo ilhas – Mérito Avintense, de Avintes; Nova Comédia Bracarense, de Braga; TAL – Livramento, Madeira; Companhia de Teatro “Os Quatro Ventos”, de Santo Tirso; Teatro Olimpo, de Leiria; Retorta Teatro, de Valongo; Teatro de Cristelo, de Paredes; Teatro Renascer, de Esmoriz e Grupo de Teatro Aldeia Verde, de Lamego).

escola_ponteA rotina na Escola da Ponte, Santo Tirso, não começa com o toque de entrada. Bruna, Inês e Vasco, três dos 210 alunos que frequentam um modelo de ensino “diferente”, escolhem que matéria estudar, fazem pesquisas e autopropõem-se para avaliação. “Iniciação”, “consolidação” e “aprofundamento” são os nomes dos núcleos que compõem o sistema organizativo da Escola da Ponte. Correspondem aos graus de ensino tradicional mas isso não significa que nas salas estejam crianças e jovens divididos por idades com um professor junto ao quadro a ler o manual ou a debitar matéria. A Escola da Ponte é pública, assinou em 2003 um Contrato de Autonomia com o Ministério da Educação, recebe alunos desde o pré-escolar ao 9.º ano de escolaridade e existe há mais de 40 anos seguindo um método único em Portugal.

In Correio da Manha

museu_escultura_internacionalÉ a conclusão de um projecto nascido há cerca de um quarto de século, quando, em 1990, o escultor Alberto Carneiro desafiou a Câmara Municipal de Santo Tirso a lançar um simpósio de escultura contemporânea na cidade. Dez simpósios depois (1991-2013), que deixaram espalhadas pela terra 54 peças criadas por 53 artistas de todo o mundo – Carneiro é o único escultor repetido, com as obras que deram origem ao programa, Água sobre a terra e O barco, a montanha e a lua (ambas de 1990) –, Santo Tirso conta com uma sede para o seu Museu Internacional de Escultura Contemporânea (MIEC.

Álvaro Siza e Eduardo Souto de Moura são os autores do novo equipamento, que tem a particularidade de ficar ligado funcionalmente ao antigo Museu Municipal Abade Pedroso, criado no final dos anos 1980. Os dois arquitectos “Pritzker” portugueses foram convidados pela autarquia em 2013 para conceberem o novo edifício, que responderia – diz ao PÚBLICO o seu director, Álvaro Moreira – “à necessidade de reabilitar o museu municipal e criar uma nova sede para o MIEC”.

Numa solução que casa um edifício contemporâneo com a arquitectura barroca do velho Mosteiro de Santo Tirso (classificado como Monumento Nacional em 1982), o novo museu é uma espécie de “dois em um”, ligando as duas valências a partir de uma entrada e um conjunto de espaços comuns: recepção, loja, cafetaria, auditório e sala de reservas.

O conjunto das obras teve um orçamento de 4,6 milhões de euros, comparticipados em 85% por fundos comunitários.

O novo edifício do MEIC tem dois pisos: no primeiro, encontra-se o centro de documentação e de interpretação que dá a conhecer a meia centena de peças espalhadas pela cidade; no subterrâneo, sete salas profusamente iluminadas acolhem as exposições temporárias. A primeira a ter aí lugar, com inauguração também este sábado, reúne 13 peças do escultor Carlos Nogueira (n. Moçambique, 1947), sob o duplo título Casa comprida com árvores dentro (retomando o trabalho por si apresentado no 9.º Simpósio Internacional de Escultura Contemporânea de Santo Tirso, em 2013) e Casa comprida com luz e outras construções.

Com um trabalho em que utiliza materiais como a madeira, a pedra, o ferro ou o vidro, Carlos Nogueira “explora temas como a casa ou o caminho, convocando muitas vezes o espaço habitável e esbatendo as relações tradicionais entre interior e exterior”, diz o comunicado do MEIC a anunciar a exposição. Na sua carreira, o escultor de origem moçambicana representou Portugal na Bienal de Veneza de 1986, na Trienal de Arquitectura de Milão de 1996 e na Quadrienal de Escultura de Riga de 2004. Em 2013, teve uma retrospectiva no Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian, sob o título O Lugar das Coisas.

Foto e Texto: Público

ina_frenteA concentração deu-se no intervalo das 10:00 e começou por iniciativa dos alunos, aos quais se juntaram professores, pais e funcionários e em causa está uma decisão do Ministério da Educação sobre os contratos de associação com as escolas privadas e cooperativas.

Na terça-feira o Governo anunciou que não vai abrir turmas de início de ciclo em 39 colégios, o que representa uma redução de 57% no financiamento a novas turmas.

Em declarações à agência Lusa, a diretora pedagógica do INA, Francisca Dias, referiu que este instituto “ainda não sabe em quanto e como será afetado”, acusando o Governo “falta de diálogo e de transparência”.

Questionada sobre como é que o INA está a gerir o arranque do próximo ano letivo, a responsável apontou que “tudo está a ser preparado normalmente como nos outros anos”.

“Não concebemos um plano B porque não temos plano B mesmo. Temos um contrato plurianual por três anos. Do outro lado [referindo-se ao Estado] há má-fé, quando deveria estar uma pessoa de bem”, referiu Francisca Dias.

O contrato de associação assinado com o Governo no ano passado previa que o INA viesse a acolher sete turmas no 5.º ano, seis no 7.º e quatro no 10.º.

Este colégio fica localizado nas Caldas da Saúde, exatamente no limite entre Santo Tirso e Famalicão, acolhendo alunos destes concelhos mas também da Trofa, Guimarães, Braga e Paços de Ferreira.

Quanto à concentração desta manhã – que se soma a ações levadas a cabo neste colégio como um acampamento junto à escola ou um cordão humano – Gonçalo Sá, da Associação de Estudantes do INA, afirmou tratar-se de um “protesto espontâneo e pacífico”, procurando vincar que os alunos estão a marcar posição sobre esta matéria “de forma voluntária”.

“Dizem que os alunos estão a ser instrumentalizados e não é verdade. Vamos continuar esta luta porque precisamos de saber o que se vai passar”, disse o responsável.

Os possíveis cortes em colégios já não afetarão Gonçalo Sá, de 18 anos e a frequentar o 12.º ano, mas o aluno mostrou-se preocupado com uma irmã que já frequenta a escola e com um terceiro irmão que a iria frequentar.

“Isto cria muita instabilidade nas famílias”, disse o aluno, uma opinião partilhada pela presidente da Associação de Pais, Sara Azevedo, que confirmou o facto de muitos encarregados de educação telefonarem ou enviarem emails a fazer perguntas sobre o tema.

“Nota-se uma preocupação muito grande. É uma injustiça um corte radical com escolas, como é esta casa, que se abriram à comunidade para fazer face a lacunas que o Estado não estava a compensar. No caso do INA é injusto vedar-se o acesso a um projeto educativo diferente e abrangente”, disse Sara Azevedo.

O sentimento de instabilidade estende-se ao corpo docente e não docente, como afirmou à Lusa Leonor Regueiras, professora de Educação Física no INA há 33 anos, que aproveitou para pedir ao Governo que “ouça os conselhos do Presidente da República, que pediu serenidade e diálogo”.

“Os nossos dirigentes e governantes estão a criar alarme social, quando podiam ter conversado e criado soluções de consenso. Será que vão ouvir o presidente da República? O problema não é a escola, são os pais, os alunos, os professores e funcionários. Eu daqui a dois meses não sei se tenho emprego”, disse Leonor Regueiras.

Com faixas amarelas a cobrir os portões da escola e colocadas na fachada do edifício principal, a comunidade escolar do INA prometeu hoje “continuar a luta”, como afirmou o responsável da Associação de Pais, para mostrar, disse por sua vez a diretora, “que está de pé”.

Reuni_o_C_maraNuma declaração política lida pelo presidente da câmara, Joaquim Couto, no período antes da ordem do dia a reunião de executivo que decorreu esta tarde, o autarca referiu que “Santo Tirso está entre os 100 municípios, a nível nacional, que estão a devolver IRS aos contribuintes do concelho e constitui ainda um dos três municípios do distrito do Porto a pôr em prática esta medida.

“Decidimos que, a partir de 2014, a câmara prescindiria de uma parte da receita fiscal por via deste imposto, a favor dos contribuintes a residir no concelho, uma medida que pretendemos continuar a pôr em prática”, sublinhou Joaquim Couto.

A redução do IRS dos contribuintes residentes em Santo Tirso resulta da decisão do executivo municipal de baixar de 0,5% para 0,475% a comparticipação a que tem direito naquele imposto cobrado pelo Estado.

“Com este compromisso, a autarquia já abdicou, no total, de cerca de 300 mil euros de receita por via do IRS, distribuídos pelos contribuintes com domicílio fiscal no concelho”, lê-se em informação camarária remetidas às redações.

A autarquia tirsense informa que os contribuintes com domicílio fiscal em Santo Tirso podem verificar, no campo denominado “Benefício Municipal” da nota de liquidação enviada pela Autoridade Fiscal e Aduaneira, o valor do desconto, ou seja a dedução à coleta, a que cada um tem direito, em face das retenções na fonte que foram feitas mensalmente, ao longo do ano de 2015.

A sessão de câmara desta tarde também ficou marcada pela aprovação unânime de uma moção de defesa do Instituto Nun`Álvres (INA), relativamente à recente publicação do despacho normativo que prevê o fim de contratos de associação com os colégios privados.

O documento delibera manter o diálogo institucional entre a autarquia e o Ministério da Educação, com vista à defesa dos interesses da comunidade educativa do INA.

Com esta moção, a Câmara solicita, “com caráter de urgência” que o despacho seja revisto e a sua aplicabilidade ponderada, no que ao INA diz respeito, solicitando ao Governo e à Assembleia da República “esforço e empenho na rápida resolução do problema”.

Para o executivo municipal “a eventual perda de alunos por parte do INA constituiria um golpe para a economia e emprego local, pondo em risco profissionais, nomeadamente pessoal docente e não docente, e conduzindo ao enfraquecimento da escola e de todas as valências”.

Em declarações à agência Lusa, na passada semana, a direção do INA, estabelecimento de ensino localizado nas Caldas da Saúde, exatamente no limite entre Santo Tirso e Vila Nova de Famalicão, estimou que a medida do Estado possa afetar 46 turmas com 1.350 alunos destes concelhos mas também da Trofa, Guimarães, Braga e Paços de Ferreira.