festival_palcos_de_santo_tirsoDurante um mês, Santo Tirso foi a capital do teatro amador. O Festival Palcos de Santo Tirso terminou no passado dia 22 de outubro, com um balanço mais do que positivo: quase 5.000 espectadores e 90% de lotação nas salas, em média, resultado de mais de 3.500 quilómetros percorridos por companhias de teatro vindas de todo país.

Promovido pela Câmara Municipal, em parceria com a Companhia de Teatro de Santo Tirso, o Festival Palcos voltou a trazer ao concelho o melhor do teatro amador. Durante o mês de outubro, companhias de teatro vindas de todo o país levaram às freguesias, escolas e ruas do Município quase duas dezenas de espetáculos. Da comédia ao drama e não esquecendo o público infantojuvenil, a edição deste ano contou com mais público que a anterior e com uma lotação média por sala de 90%.

“O Palcos de Santo Tirso é já uma referência cultural. Tornamo-lo uma aposta, e é possível ver que é uma aposta ganha, que superou as nossas expectativas. É para nós muito importante que os munícipes tenham uma oportunidade próxima de se ligarem ao teatro, que é um género cultural que muitas vezes acaba por ficar esquecido.

Em palco por todo o concelho estiveram companhias vindas de todo o país, incluindo ilhas – Mérito Avintense, de Avintes; Nova Comédia Bracarense, de Braga; TAL – Livramento, Madeira; Companhia de Teatro “Os Quatro Ventos”, de Santo Tirso; Teatro Olimpo, de Leiria; Retorta Teatro, de Valongo; Teatro de Cristelo, de Paredes; Teatro Renascer, de Esmoriz e Grupo de Teatro Aldeia Verde, de Lamego).

escola_ponteA rotina na Escola da Ponte, Santo Tirso, não começa com o toque de entrada. Bruna, Inês e Vasco, três dos 210 alunos que frequentam um modelo de ensino “diferente”, escolhem que matéria estudar, fazem pesquisas e autopropõem-se para avaliação. “Iniciação”, “consolidação” e “aprofundamento” são os nomes dos núcleos que compõem o sistema organizativo da Escola da Ponte. Correspondem aos graus de ensino tradicional mas isso não significa que nas salas estejam crianças e jovens divididos por idades com um professor junto ao quadro a ler o manual ou a debitar matéria. A Escola da Ponte é pública, assinou em 2003 um Contrato de Autonomia com o Ministério da Educação, recebe alunos desde o pré-escolar ao 9.º ano de escolaridade e existe há mais de 40 anos seguindo um método único em Portugal.

In Correio da Manha

museu_escultura_internacionalÉ a conclusão de um projecto nascido há cerca de um quarto de século, quando, em 1990, o escultor Alberto Carneiro desafiou a Câmara Municipal de Santo Tirso a lançar um simpósio de escultura contemporânea na cidade. Dez simpósios depois (1991-2013), que deixaram espalhadas pela terra 54 peças criadas por 53 artistas de todo o mundo – Carneiro é o único escultor repetido, com as obras que deram origem ao programa, Água sobre a terra e O barco, a montanha e a lua (ambas de 1990) –, Santo Tirso conta com uma sede para o seu Museu Internacional de Escultura Contemporânea (MIEC.

Álvaro Siza e Eduardo Souto de Moura são os autores do novo equipamento, que tem a particularidade de ficar ligado funcionalmente ao antigo Museu Municipal Abade Pedroso, criado no final dos anos 1980. Os dois arquitectos “Pritzker” portugueses foram convidados pela autarquia em 2013 para conceberem o novo edifício, que responderia – diz ao PÚBLICO o seu director, Álvaro Moreira – “à necessidade de reabilitar o museu municipal e criar uma nova sede para o MIEC”.

Numa solução que casa um edifício contemporâneo com a arquitectura barroca do velho Mosteiro de Santo Tirso (classificado como Monumento Nacional em 1982), o novo museu é uma espécie de “dois em um”, ligando as duas valências a partir de uma entrada e um conjunto de espaços comuns: recepção, loja, cafetaria, auditório e sala de reservas.

O conjunto das obras teve um orçamento de 4,6 milhões de euros, comparticipados em 85% por fundos comunitários.

O novo edifício do MEIC tem dois pisos: no primeiro, encontra-se o centro de documentação e de interpretação que dá a conhecer a meia centena de peças espalhadas pela cidade; no subterrâneo, sete salas profusamente iluminadas acolhem as exposições temporárias. A primeira a ter aí lugar, com inauguração também este sábado, reúne 13 peças do escultor Carlos Nogueira (n. Moçambique, 1947), sob o duplo título Casa comprida com árvores dentro (retomando o trabalho por si apresentado no 9.º Simpósio Internacional de Escultura Contemporânea de Santo Tirso, em 2013) e Casa comprida com luz e outras construções.

Com um trabalho em que utiliza materiais como a madeira, a pedra, o ferro ou o vidro, Carlos Nogueira “explora temas como a casa ou o caminho, convocando muitas vezes o espaço habitável e esbatendo as relações tradicionais entre interior e exterior”, diz o comunicado do MEIC a anunciar a exposição. Na sua carreira, o escultor de origem moçambicana representou Portugal na Bienal de Veneza de 1986, na Trienal de Arquitectura de Milão de 1996 e na Quadrienal de Escultura de Riga de 2004. Em 2013, teve uma retrospectiva no Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian, sob o título O Lugar das Coisas.

Foto e Texto: Público

ina_frenteA concentração deu-se no intervalo das 10:00 e começou por iniciativa dos alunos, aos quais se juntaram professores, pais e funcionários e em causa está uma decisão do Ministério da Educação sobre os contratos de associação com as escolas privadas e cooperativas.

Na terça-feira o Governo anunciou que não vai abrir turmas de início de ciclo em 39 colégios, o que representa uma redução de 57% no financiamento a novas turmas.

Em declarações à agência Lusa, a diretora pedagógica do INA, Francisca Dias, referiu que este instituto “ainda não sabe em quanto e como será afetado”, acusando o Governo “falta de diálogo e de transparência”.

Questionada sobre como é que o INA está a gerir o arranque do próximo ano letivo, a responsável apontou que “tudo está a ser preparado normalmente como nos outros anos”.

“Não concebemos um plano B porque não temos plano B mesmo. Temos um contrato plurianual por três anos. Do outro lado [referindo-se ao Estado] há má-fé, quando deveria estar uma pessoa de bem”, referiu Francisca Dias.

O contrato de associação assinado com o Governo no ano passado previa que o INA viesse a acolher sete turmas no 5.º ano, seis no 7.º e quatro no 10.º.

Este colégio fica localizado nas Caldas da Saúde, exatamente no limite entre Santo Tirso e Famalicão, acolhendo alunos destes concelhos mas também da Trofa, Guimarães, Braga e Paços de Ferreira.

Quanto à concentração desta manhã – que se soma a ações levadas a cabo neste colégio como um acampamento junto à escola ou um cordão humano – Gonçalo Sá, da Associação de Estudantes do INA, afirmou tratar-se de um “protesto espontâneo e pacífico”, procurando vincar que os alunos estão a marcar posição sobre esta matéria “de forma voluntária”.

“Dizem que os alunos estão a ser instrumentalizados e não é verdade. Vamos continuar esta luta porque precisamos de saber o que se vai passar”, disse o responsável.

Os possíveis cortes em colégios já não afetarão Gonçalo Sá, de 18 anos e a frequentar o 12.º ano, mas o aluno mostrou-se preocupado com uma irmã que já frequenta a escola e com um terceiro irmão que a iria frequentar.

“Isto cria muita instabilidade nas famílias”, disse o aluno, uma opinião partilhada pela presidente da Associação de Pais, Sara Azevedo, que confirmou o facto de muitos encarregados de educação telefonarem ou enviarem emails a fazer perguntas sobre o tema.

“Nota-se uma preocupação muito grande. É uma injustiça um corte radical com escolas, como é esta casa, que se abriram à comunidade para fazer face a lacunas que o Estado não estava a compensar. No caso do INA é injusto vedar-se o acesso a um projeto educativo diferente e abrangente”, disse Sara Azevedo.

O sentimento de instabilidade estende-se ao corpo docente e não docente, como afirmou à Lusa Leonor Regueiras, professora de Educação Física no INA há 33 anos, que aproveitou para pedir ao Governo que “ouça os conselhos do Presidente da República, que pediu serenidade e diálogo”.

“Os nossos dirigentes e governantes estão a criar alarme social, quando podiam ter conversado e criado soluções de consenso. Será que vão ouvir o presidente da República? O problema não é a escola, são os pais, os alunos, os professores e funcionários. Eu daqui a dois meses não sei se tenho emprego”, disse Leonor Regueiras.

Com faixas amarelas a cobrir os portões da escola e colocadas na fachada do edifício principal, a comunidade escolar do INA prometeu hoje “continuar a luta”, como afirmou o responsável da Associação de Pais, para mostrar, disse por sua vez a diretora, “que está de pé”.

Reuni_o_C_maraNuma declaração política lida pelo presidente da câmara, Joaquim Couto, no período antes da ordem do dia a reunião de executivo que decorreu esta tarde, o autarca referiu que “Santo Tirso está entre os 100 municípios, a nível nacional, que estão a devolver IRS aos contribuintes do concelho e constitui ainda um dos três municípios do distrito do Porto a pôr em prática esta medida.

“Decidimos que, a partir de 2014, a câmara prescindiria de uma parte da receita fiscal por via deste imposto, a favor dos contribuintes a residir no concelho, uma medida que pretendemos continuar a pôr em prática”, sublinhou Joaquim Couto.

A redução do IRS dos contribuintes residentes em Santo Tirso resulta da decisão do executivo municipal de baixar de 0,5% para 0,475% a comparticipação a que tem direito naquele imposto cobrado pelo Estado.

“Com este compromisso, a autarquia já abdicou, no total, de cerca de 300 mil euros de receita por via do IRS, distribuídos pelos contribuintes com domicílio fiscal no concelho”, lê-se em informação camarária remetidas às redações.

A autarquia tirsense informa que os contribuintes com domicílio fiscal em Santo Tirso podem verificar, no campo denominado “Benefício Municipal” da nota de liquidação enviada pela Autoridade Fiscal e Aduaneira, o valor do desconto, ou seja a dedução à coleta, a que cada um tem direito, em face das retenções na fonte que foram feitas mensalmente, ao longo do ano de 2015.

A sessão de câmara desta tarde também ficou marcada pela aprovação unânime de uma moção de defesa do Instituto Nun`Álvres (INA), relativamente à recente publicação do despacho normativo que prevê o fim de contratos de associação com os colégios privados.

O documento delibera manter o diálogo institucional entre a autarquia e o Ministério da Educação, com vista à defesa dos interesses da comunidade educativa do INA.

Com esta moção, a Câmara solicita, “com caráter de urgência” que o despacho seja revisto e a sua aplicabilidade ponderada, no que ao INA diz respeito, solicitando ao Governo e à Assembleia da República “esforço e empenho na rápida resolução do problema”.

Para o executivo municipal “a eventual perda de alunos por parte do INA constituiria um golpe para a economia e emprego local, pondo em risco profissionais, nomeadamente pessoal docente e não docente, e conduzindo ao enfraquecimento da escola e de todas as valências”.

Em declarações à agência Lusa, na passada semana, a direção do INA, estabelecimento de ensino localizado nas Caldas da Saúde, exatamente no limite entre Santo Tirso e Vila Nova de Famalicão, estimou que a medida do Estado possa afetar 46 turmas com 1.350 alunos destes concelhos mas também da Trofa, Guimarães, Braga e Paços de Ferreira.

Xuefei_Yang23ª edição do Festival Internacional de Guitarra de Santo Tirso arranca já na próxima sexta-feira, dia 13 de maio. As honras de abertura do Festival fazem-se com um grande concerto de música clássica, protagonizado por Xuefei Yang e pela Orquestra ARTAVE. No dia seguinte, Alfredo Panebianco Trio volta a Santo Tirso para nos revelar o melhor da sua World Music.

Xuefei Yang dá início ao ciclo de sete concertos que vão fazer soar a 23ª edição do Festival Internacional de Guitarra de Santo Tirso. Aclamada intencionalmente como uma das melhores guitarristas clássicas da atualidade, Xuefei faz-se acompanhar pela Orquestra ARTAVE para um grande momento musical, que terá lugar no dia 13 de maio, às 21h30, no Auditório Padre António Veira (Caldas da Saúde).

Primeira guitarrista chinesa internacionalmente reconhecida no cenário mundial, Xuefei Yang é considerada uma pioneira musical na China, tendo sido a primeira instrumentista desta nacionalidade a usufruir de uma bolsa integral de pós graduação na Royal Academy of Music, em Londres. Residente no Reino Unido, Xuefei conta com inúmeros álbuns gravados, tendo tocado em mais de 50 países, em salas de prestígio como o Royal Albert Hall, em Londres.

Com compromissos agendados para todo o mundo, Xuefei vem partilhar o seu magnífico talento com o nosso concelho, protagonizando ainda uma masterclass de guitarra clássica, uma das apostas pedagógicas desta edição. A formação terá lugar no dia 14 de maio, pelas 10h00, na Biblioteca Municipal.

Numa mistura de talento chinês e português, o concerto de abertura do Festival conta com acompanhamento da Orquestra ARTAVE, que garante a direção artística do evento. Constituída por cerca de 80 jovens alunos do Centro de Cultura Musical, com idades entre os 14 e os 18 anos, a Orquestra conta com um vasto e diversificado repertório sinfónico, e tem Luís Machado como maestro responsável.

Nascido em Santo Tirso, Luís Machado estudou violino na ARTAVE, concluindo uma licenciatura na mesma área na Hogeschool voor de Kunsten Utrecht, na Holanda. Com várias distinções ao longo da sua carreira, tem dirigido a Orquestra Sinfónica da ARTAVE, a Royal Academy Concert Orchestra e o Manson Ensemble.

No sábado, 14 de maio, é a vez de Panebianco Trio apresentar a sua World Music, desta vez na Biblioteca Municipal de Santo Tirso, pelas 21h30. Compositor versátil, realizou concertos, palestras e oficinas em festivais por todo o mundo, e em 2001 fez a estreia mundial da sua obra “Concerto Latino nº 1”, para guitarra e orquestra, trabalho de sucesso que o levou à composição de mais três álbuns.

Consigo traz o brasileiro Dudu Penz, considerado um dos melhores baixistas da atualidade, e Roger Blavia, percussionista de referência não só em Espanha, o seu país de origem, mas também internacionalmente.

Os bilhetes para os concertos têm o valor de 7,50€, com 50% de desconto para estudantes, e podem ser adquiridos nas instalações da ARTAVE, na FNAC do Norte Shopping e de Santa Catarina.

acampamentoA comunidade escolar do Instituto Nun`Alvares (INA), Santo Tirso, está a preparar um “acampamento” à porta da escola como alerta ao Governo para o “risco” que o colégio corre caso terminem os contratos de associação, indicou a direção.

A ideia partiu dos alunos num plenário que decorreu na última sexta-feira e está a mobilizar estudantes, ex-estudantes, pais, professores, bem como vizinhos do colégio, nomeadamente os comerciantes locais.

Em causa está uma portaria assinada pela secretária de Estado da Educação, Alexandra Leitão, que impede abertura de turmas de início de ciclo (5.º, 7.º e 10.º anos) nas escolas privadas e cooperativas com contrato de associação, nos casos em que existam alternativas para receber aqueles alunos nas escolas públicas.

No que se refere ao INA, estabelecimento de ensino localizado nas Caldas da Saúde, exatamente no limite entre Santo Tirso e Vila Nova de Famalicão, e segundo a diretora pedagógica Francisca Dias o despacho pode afetar 46 turmas com 1.350 alunos destes concelhos mas também da Trofa, Guimarães, Braga e Paços de Ferreira.

A responsável referiu que o INA está a ter “muitas dificuldades” para perceber o despacho da tutela, pois este refere “a frequência gratuita dos alunos nestas escolas cinge-se apenas à sua área geográfica”.

“O que isto quer dizer? `A frequência` não diz se é no início de ciclo, a meio ou no fim. E isto significa que só podem frequentar alunos das freguesias aqui à volta de Santo Tirso e de Famalicão? Se forem só as crianças e jovens daqui é avassalador e sim, o colégio fica em risco”, referiu Francisca Dias.

Tendo em conta estas dúvidas os alunos que vão mudar de ciclo de estudos vão acampar esta noite à porta do INA e exibir cartazes com frases como “E se eu morar aqui, já posso ir para o INA?”.

“Os alunos e as famílias questionam se para terem direito a escolher a sua escola têm de viver a meia dúzia de metros da escola”, descreveu a diretora.

Nota remetida à agência Lusa também dá conta de que para sexta-feira está a ser preparado um “Abraço à Escola” com “toda a comunidade educativa do INA a abraçar a sua escola, num gesto simbólico de quem ama o local onde estuda e o qual considera a sua segunda casa, a sua família”.

“Todos os atuais e antigos alunos, pais/encarregados de educação e famílias, foram convidados a escrever cartas ao primeiro-ministro e ao presidente da República, sendo que estas serão entregues em cerimónia oficial, no próximo dia 09 de maio, no Palácio de Belém e em S. Bento”, aponta também a nota.

Ainda sobre o INA, Francisca Dias recordou que no ano passado esta escola fez um contrato plurianual por três anos com o Estado e organizou os anos letivos em função desse contrato e conforme o que foi atribuído em concurso.

Os primeiros contratos do INA com o Estado foram feitos em 1973, chamava-se então “contrato-programa”, e tinham como génese, explicou a responsável, “para dar resposta às necessidades locais”, algo que esta garante que “ainda e cada vez mais se aplica”.

Na terça-feira a câmara de Santo Tirso, presidida por Joaquim Couto (PS), avançou em comunicado que está “preocupada” com o possível fim dos contratos de associação com as escolas privadas e cooperativas e pediu uma reunião com “urgência” ao Ministério da Educação.

Na véspera, também a câmara de Famalicão, liderada por Paulo Cunha (PSD/CDS-PP), avançou que vai sensibilizar o Governo para que não “rasgue” os contratos de associação com as escolas locais e anunciou que vai convocar “de imediato” o Conselho Municipal da Educação.

Fonte: RTP