Andreia NetoAndreia Neto, presidente da Comissão Política Concelhia do PSD de Santo Tirso, reuniu hoje com a direção do Instituto Nun’Alvres, para se inteirar das preocupações dos responsáveis deste histórico estabelecimento de ensino de Santo Tirso no que diz respeito às alterações que o Governo quer introduzir no sistema dos contratos de associação com o ensino privado.

No entender da também deputada à Assembleia da República, “é fundamental priorizar o consenso em torno desta questão, assegurando assim a estabilidade do processo educativo”, lembrando ainda que “uma das armas mais poderosas que podemos utilizar é a informação, até porque se tem dito muita coisa sem sentido em torno de toda esta problemática”. Para Andreia Neto, “é nossa obrigação desmontar o discurso que tem vindo a ser feito, no sentido de demonstrar a validade deste sistema de ensino e do serviço público que estas instituições prestam”.

Os responsáveis pelo Instituto Nun’Alvres manifestaram a Andreia Neto a esperança de que “haja um retrocesso neste processo”, frisando que os números em causa na instituição “são avassaladores”, quer no que diz respeito a alunos, quer no que concerne a pessoal docente e não docente. “O avanço desta intenção do Governo será reduzir à insignificância este histórico estabelecimento de ensino, criando perturbações no processo educativo”, adiantaram.

Andreia Neto lembrou que tem acompanhado todo este processo de perto, o mesmo acontecendo com o Grupo Parlamentar do PSD na Assembleia da República. “Esta é uma questão prioritária para nós e tudo faremos para manter este assunto na agenda política”, disse a presidente do PSD de Santo Tirso, terminando a lembrar que “o Instituto Nun’Alvres é parte integrante da memória colectiva de Santo Tirso, berço de formação para várias gerações de tirsenses, e, como tal, todos os esforços são poucos para a manutenção e reforço do insubstituível papel que há décadas desempenha no campo da Educação”.

acampamentoA comunidade escolar do Instituto Nun`Alvares (INA), Santo Tirso, está a preparar um “acampamento” à porta da escola como alerta ao Governo para o “risco” que o colégio corre caso terminem os contratos de associação, indicou a direção.

A ideia partiu dos alunos num plenário que decorreu na última sexta-feira e está a mobilizar estudantes, ex-estudantes, pais, professores, bem como vizinhos do colégio, nomeadamente os comerciantes locais.

Em causa está uma portaria assinada pela secretária de Estado da Educação, Alexandra Leitão, que impede abertura de turmas de início de ciclo (5.º, 7.º e 10.º anos) nas escolas privadas e cooperativas com contrato de associação, nos casos em que existam alternativas para receber aqueles alunos nas escolas públicas.

No que se refere ao INA, estabelecimento de ensino localizado nas Caldas da Saúde, exatamente no limite entre Santo Tirso e Vila Nova de Famalicão, e segundo a diretora pedagógica Francisca Dias o despacho pode afetar 46 turmas com 1.350 alunos destes concelhos mas também da Trofa, Guimarães, Braga e Paços de Ferreira.

A responsável referiu que o INA está a ter “muitas dificuldades” para perceber o despacho da tutela, pois este refere “a frequência gratuita dos alunos nestas escolas cinge-se apenas à sua área geográfica”.

“O que isto quer dizer? `A frequência` não diz se é no início de ciclo, a meio ou no fim. E isto significa que só podem frequentar alunos das freguesias aqui à volta de Santo Tirso e de Famalicão? Se forem só as crianças e jovens daqui é avassalador e sim, o colégio fica em risco”, referiu Francisca Dias.

Tendo em conta estas dúvidas os alunos que vão mudar de ciclo de estudos vão acampar esta noite à porta do INA e exibir cartazes com frases como “E se eu morar aqui, já posso ir para o INA?”.

“Os alunos e as famílias questionam se para terem direito a escolher a sua escola têm de viver a meia dúzia de metros da escola”, descreveu a diretora.

Nota remetida à agência Lusa também dá conta de que para sexta-feira está a ser preparado um “Abraço à Escola” com “toda a comunidade educativa do INA a abraçar a sua escola, num gesto simbólico de quem ama o local onde estuda e o qual considera a sua segunda casa, a sua família”.

“Todos os atuais e antigos alunos, pais/encarregados de educação e famílias, foram convidados a escrever cartas ao primeiro-ministro e ao presidente da República, sendo que estas serão entregues em cerimónia oficial, no próximo dia 09 de maio, no Palácio de Belém e em S. Bento”, aponta também a nota.

Ainda sobre o INA, Francisca Dias recordou que no ano passado esta escola fez um contrato plurianual por três anos com o Estado e organizou os anos letivos em função desse contrato e conforme o que foi atribuído em concurso.

Os primeiros contratos do INA com o Estado foram feitos em 1973, chamava-se então “contrato-programa”, e tinham como génese, explicou a responsável, “para dar resposta às necessidades locais”, algo que esta garante que “ainda e cada vez mais se aplica”.

Na terça-feira a câmara de Santo Tirso, presidida por Joaquim Couto (PS), avançou em comunicado que está “preocupada” com o possível fim dos contratos de associação com as escolas privadas e cooperativas e pediu uma reunião com “urgência” ao Ministério da Educação.

Na véspera, também a câmara de Famalicão, liderada por Paulo Cunha (PSD/CDS-PP), avançou que vai sensibilizar o Governo para que não “rasgue” os contratos de associação com as escolas locais e anunciou que vai convocar “de imediato” o Conselho Municipal da Educação.

Fonte: RTP

joaquim_couto_inaA Câmara Municipal de Santo Tirso está preocupada com o futuro do Instituto Nun’Alvres, fruto da publicação do despacho normativo que prevê o fim de contratos de associação com os colégios privados. Numa missiva endereçada à secretária de Estado Adjunta e da Educação, na passada sexta-feira, dia 29 de abril, a autarquia solicita que a aplicabilidade do despacho seja revisto, com caráter de urgência.

Após uma reunião com a administração do INA, que decorreu na passada sexta-feira, a Câmara Municipal de Santo Tirso enviou um ofício a Alexandra Leitão, secretária de Estado Adjunta e da Educação, alertando para o facto da aplicação do despacho normativo colocar em risco valências do Colégio das Caldinhas, pela possibilidade de diminuição de turmas e consequente redução de financiamentos.

Segundo a missiva, as consequências são ainda mais abrangentes do que a redução de recursos humanos, pois implicam o impacto no desemprego do concelho, nas famílias e na economia local.

“As famílias dos professores, auxiliares e alunos vivem, atualmente, momentos de grande ansiedade e inquietação, face a um futuro que se vê incerto, mas a concretizar-se a aplicação deste normativo, a realidade será muito gravosa”, adverte-se no ofício.

A instabilidade, acrescenta-se, irá refletir-se não só em Santo Tirso, mas também nos municípios do Médio Ave, nomeadamente Guimarães, Famalicão e Trofa, uma vez que o Colégio das Caldinhas é frequentado por alunos de toda a região, dada a oferta formativa, a sua qualidade de ensino de rigor e grande referência.

Solicitando, assim, com caráter de urgência, que o despacho seja revisto e a sua aplicabilidade ponderada no que ao Colégio das Caldinhas diz respeito, a Câmara Municipal de Santo Tirso pediu, ainda, uma reunião com a secretária de Estado Adjunta e da Educação, para análise da situação.

A Câmara de Santo Tirso reitera, desta forma, a posição de solidariedade com a comunidade educativa, transmitida à direção do INA logo após ter havido conhecimento do despacho normativo.

vale_lecaNa zona do Vale do Leça, concelho de Santo Tirso, no distrito do Porto, estão em causa as freguesias de Monte Córdova, Lamelas/Guimarei, Carreira/Refojos, Água Longa, Agrela e Reguenga.

Com este investimento, os responsáveis acreditam que “dentro de dois a quatro anos” a cobertura de rede na zona atinja 95%.

Esta manhã, numa apresentação que decorreu junto à Capela de Nossa Senhora das Dores, em Reguenga, foi vincado como “grande objetivo” deste investimento, que será alvo de candidatura a fundos comunitários, “atingir ganhos de saúde pública”.

“Queremos dar continuidade à completa infraestruturação com redes públicas de água e saneamento de todo o concelho. E esta zona sem dúvida que necessita deste projeto que inclui investimentos em alta e em baixa”, referiu o presidente da câmara de Santo Tirso, Joaquim Couto.

O autarca destacou a “beleza” e o património natural da zona do Vale do Leça, elogiando a população e as juntas de freguesia que “souberam conservar muito bem o espaço”.

Já o vice-presidente da Águas do Norte, Martins Soares, disse que desde a agregação das empresas de águas estão no terreno investimentos a rondar os 1,8 mil milhões de euros em 80 municípios nortenhos.

“Isto corresponde a três milhões de habitantes a beberem água através da Águas do Norte”, referiu, acrescentando “estar certo” que a análise da reformulação do setor faz águas que está a ser feita pelo atual Governo “não vai comprometer estes investimentos”.

semana_bicicletaA União de Freguesias de Santo Tirso apresenta a semana da bicicleta.

Esta serie de atividades promovidas entre os dias 23 e 30 de abril, tem por grande objectivo a promoção e incentivo da utilização da bicicleta como meio de transporte pela população tirsense.

“O importante desta semana da bicicleta é sobretudo sensibilizar todas as faixas etárias da nossa população para os benefícios da utilização da bicicleta, qualquer que seja a sua finalidade. A mobilidade urbana é um dos principais temas desenvolvidos nesta semana, na qual a queremos alicerçar e conotar como amiga do ambiente, positiva para a saúde e economicamente favorável.”

A semana decorrerá de 23 a 30 de Abril

Principais actividades do programa:

23 de Abril – Santo Tirso Cycle Chic a partir da 14.30 na Praça dos Carvalhais

29 de Abril – Corrida de Modos de Transporte – Saída 17:30 – Parque da Rabada , Chegada Junta de Freguesia) (Participação de Sérgio Sousa e mais duas individualidades ligadas ao desporto).

30 de Abril – Reabertura dos parques Toupeira – 10.00 – Casa de Chá

alfa_pendularGuimarães vai passar a ter ligação a Lisboa através do Alfa Pendular, a partir de 1 de maio, uma decisão da CP – Comboios de Portugal justificada pelo “aumento de passageiros”, divulgou hoje aquela empresa de transporte ferroviário.

Num documento a que a Lusa teve acesso, a CP adianta que a nova ligação de longo curso entre o Minho e Lisboa, terá a duração de 3:50 horas e terá a periodicidade de um comboio por dia, em cada sentido, servindo uma população de cerca de 270 mil habitantes (dos concelhos de Guimarães, Santo Tirso e Trofa).

A câmara de Santo Tirso apontou que a passagem do Alfa Pendular por este concelho é uma “vitória importante”, considerando que esta situação vai “melhorar a mobilidade da população” e “ter importantes impactos na economia local”.

Santo Tirso passa a ter uma ligação a Lisboa mais rápida e direta, beneficiando o tecido empresarial sediado no concelho, nas suas deslocações de negócios. Para além das autoestradas que servem o Município, da proximidade ao aeroporto do Porto e ao porto de Leixões, Santo Tirso passa a ter uma ligação ferroviária direta a Lisboa”, reagiu o presidente da câmara de Santo Tirso, Joaquim Couto.

Para o autarca socialista, outra das mais-valias da passagem do Alfa Pendular por Santo Tirso, distrito do Porto, é o facto de beneficiar o setor do turismo, tornando-se “mais fácil”, conforme apontou Couto, “vender um ‘pacote turístico’ a concelhos do Norte do país quando se tem uma ligação direta a Lisboa”.

zonaindustrialfontiscoO Programa Operacional Regional do Norte – NORTE 2020 já aprovou, até março deste ano, candidaturas no valor de 13 milhões de euros de investimentos no tecido empresarial de Santo Tirso. As aprovações beneficiarão um total de 36 empresas do Município.

São 13 milhões de euros de candidaturas aprovadas pelo NORTE 2020, referentes a investimentos no tecido empresarial de Santo Tirso. Ao todo, 36 empresas sediadas no concelho viram aprovadas candidaturas a fundos comunitários para modernização e ampliação das suas unidades produtivas, em atividades como os têxteis, plásticos, distribuição, construção civil, mobiliário, animação turística e desportiva, entre outras.

Em declaração política, no período antes da ordem do dia da reunião de Câmara desta quinta-feira, Joaquim Couto, presidente da autarquia, congratulou- se pela dinamização económica do Município e pelo significado das aprovações. “Naturalmente, os investimentos que resultam da aprovação das candidaturas ao NORTE 2020 vão criar, a curto e médio prazo, riqueza e postos de trabalho, contribuindo para a redução da taxa de desemprego no concelho, que caiu no terceiro trimestre de 2015 face ao período homólogo de 2014, cerca de 20 por cento”, destacou.

Assumindo o emprego e a captação de novos investimentos para o concelho como uma das principais prioridades para o mandato, o executivo municipal lançou um conjunto de medidas com vista à captação de novas empresas, nomeadamente isenção e redução da carga fiscal.

Em curso estão, também, várias candidaturas lideradas pela Câmara de Santo Tirso a fundos comunitários, tendo em vista a requalificação das zonas industriais do concelho, à semelhança do que já aconteceu com a Zona Industrial de Fontiscos. Segundo revelou Joaquim Couto, prevê-se um investimento de quase 30 milhões de euros, com recurso ao Norte 2020.

Assim, caso as candidaturas sejam aprovadas, serão investidos cerca de 23 milhões de euros na beneficiação das acessibilidades às zonas industriais de Fontiscos, Alto da Cruz e Ermida. Em Vilarinho, estão ainda previstos investimentos na ordem dos dois milhões de euros, para melhoramento das acessibilidades e requalificação da área empresarial localizada naquela freguesia.

Já no âmbito de uma parceria entre os Municípios de Santo Tirso e da Maia está a decorrer uma terceira candidatura, no valor de 4,2 milhões de euros, que visa a requalificação dos acessos ao Aeródromo de Vilar de Luz e Vale de Pisão. “São investimentos estratégicos que vão melhorar a rede de acessibilidades a algumas das principais zonas industriais do concelho e contribuir para o desenvolvimento do Município, que passará a estar em melhores condições de atrair novas empresas”, concluiu Joaquim Couto.