A Comissão Nacional de Eleições (CNE) ordenou ao presidente da Câmara de Santo Tirso, o socialista Joaquim Couto, que se abstenha de prestar declarações sobre obras futuras a realizar pela autarquia, sob pena de incorrer num crime de desobediência.

A deliberação da CNE a que a Lusa teve hoje acesso, datada de 26 de setembro, surge após uma queixa apresentada pelo PPM/PSD relativa a declarações prestadas pelo autarca e recandidato pelo PS, bem como sobre cartazes expostos no concelho.

A CNE ordena a Joaquim Couto que “se abstenha de, no futuro e até ao final do período eleitoral, de prestar declarações sobre obras futuras a realizar pela Câmara Municipal de Santo Tirso, sob pena de incorrer num crime de desobediência”.

A CNE também refere que devem ser retirados, no prazo de 24 horas, os ‘outdoors’ que foram alvo de crítica por parte dos sociais-democratas.

Em comunicado a candidatura da coligação PSD/CDS-PP encabeçada por Andreia Neto, que é oposição à de Joaquim Couto pelo PS, refere que esta deliberação da CNE mostra que “o senhor presidente da Câmara não cumpre, como lhe é exigido, os deveres de neutralidade a que está vinculado”.

A agência Lusa contactou Joaquim Couto que não quis comentar.

São candidatos em Santo Tirso, distrito do Porto, Joaquim Couto (PS), Andreia Neto (PSD/CDS-PP), Maria Augusta Carvalho pela CDU e Henrique Pinheiro Machado como independente.

As eleições autárquicas realizam-se no domingo, dia 01 de outubro.

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