predio_entradaDepois de 33 anos de impasse, a Câmara Municipal de Santo Tirso anunciou, esta segunda-feira, a solução encontrada para o prédio abandonado à entrada da cidade. Este empreendimento, situado na Praça Camilo Castelo Branco e conhecido como o “prédio da vergonha”, perdura inacabado e em degradação até hoje, depois da falência do empreiteiro da obra, em 1983.

Com este acordo, a autarquia dá resposta a uma das prioridades do mandato, bem como a um dos maiores anseios da população do concelho. “Encontrar uma solução para o prédio à entrada da cidade era uma prioridade assumida desde o início do mandato, e através deste acordo, entre os atuais proprietários e um investidor, a Câmara põe fim a um processo moroso e a uma das maiores exigências dos munícipes”, regozijou-se Joaquim Couto, no final de uma conferência de imprensa.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da autarquia explicou que para pôr fim a esta questão com mais de três décadas, “a Câmara desenvolveu uma série de reuniões, quer com os proprietários, quer com potenciais investidores, no sentido de desbloquear todo o processo”.

Nesta resolução, revelou-se de elevada importância a constituição da Área de Reabilitação Urbana de Santo Tirso (ARU), na qual o edifício em causa se insere, e que prevê incentivos fiscais à reabilitação urbana. Segundo Joaquim Couto, essa redução de impostos irá refletir-se ao nível do IVA e do IMI.

Por outro lado, o Invest Santo Tirso – Gabinete de Dinamização Económica foi outro dos incentivos que granjeou um sinal positivo do investidor, já que visa facilitar os procedimentos burocráticos e priorizar os processos de investimento no concelho.

“Com diálogo, bom senso e boa vontade de todas as partes, foi possível chegar a um acordo em que todos ficam a ganhar. A Câmara Municipal sentou à mesa das negociações as partes envolvidas, procurou consensos e propôs incentivos fiscais previstos para as ARU. Santo Tirso fica a ganhar, com a resolução de um problema urbanístico que era uma mancha para a cidade”, sublinhou Joaquim Couto.

Neste processo, a Câmara Municipal de Santo Tirso conseguiu ainda salvaguardar que o volume de construção do edifício será muito menor do que o inicial. O projeto do final da década de 70 previa a construção de uma torre de 16 andares, mas a requalificação encontrada irá de encontro às preocupações urbanísticas do atual executivo.

Mas esta solução não passa apenas pela requalificação do prédio abandonado, junto à central de camionagem, mas ainda pela requalificação da Praça Camilo Castelo Branco, como explica o presidente da Câmara de Santo Tirso: “Uma coisa estava dependente da outra. Não queríamos que fosse apenas um remendo, mas uma solução de fundo que vai dar dignidade a esta entrada da cidade”.

O acordo entre o investidor e os proprietários privados está já assinado, e o investidor apresentará o projeto final na Câmara Municipal até agosto, podendo as obras avançar até ao final do ano. A ideia, segundo adiantou os jornalistas António Cunha, CEO da Archee Madeira – Construções LDA, “é arrancar com os trabalhos o mais rapidamente possível, sendo certo que será feita uma análise de engenharia rigorosa às estruturas existentes”.

Ainda de acordo com António Cunha, o projeto irá prever espaços comerciais, no rés-do-chão, e apartamentos, nos restantes pisos. O objetivo, apontou, “é que em 2018 já seja possível entregar as habitações”.

A conferência de imprensa contou ainda com a presença do vereador do Urbanismo, José Pedro Machado, do arquiteto Ricardo Azevedo, que será responsável pela elaboração do projeto, Vítor Moreira, mediador da ERA Santo Tirso, bem como de alguns dos antigos proprietários do edifício.

Este é mais um dos processos que o executivo municipal liderado por Joaquim Couto resolveu, no âmbito das políticas de regeneração urbana. Esta solução garante, assim, uma nova vida a esta entrada de Santo Tirso.

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festadasrosas2016Nos dias 4 e 5 de junho decorreu, na Escola Profissional Agrícola Conde de S. Bento, mais uma edição da Festa das Rosas. Este evento, organizado de dois em dois anos, tem como polo aglutinador a exposição de rosas, onde se faz a apresentação individual de muitas das variedades existentes e se fazem arranjos de uma forma artística.

Este é também o momento em que a Escola abre as suas portas à comunidade e dá a conhecer um pouco do que aí se faz ao longo do ano letivo. Para além disso, os visitantes podem ver e comprar produtos fabricados na Escola, como: vinho verde, chás, roseiras, bolachas, compotas, queijos, licores e muitos outros produtos.

Os alunos participam ativamente neste evento, seja na receção que fazem aos visitantes, na apresentação de trabalhos que realizaram ao longo do ano letivo ou mesmo servindo bebidas e comidas ligeiras, na cantina da Escola.

Nos dois dias de festa não faltaram momentos musicais: no sábado, atuaram os grupos “Fulano X”  e “Os Sacholas”, uma espécie de tuna da EPACSB; no domingo, entraram em palco o Rancho Folclórico Infantil e Juvenil da Ermida e o cantor José Morais Silva.

Assim se cumpriu a tradição  e a Escola Profissional Agrícola Conde de S. Bento foi mais uma vez um espaço de aprendizagem, de cultura e de convívio, em especial para os ex-alunos da Escola que  aproveitaram esta ocasião para se reencontrar e recordar os anos que por aqui passaram.

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escola_ponteA rotina na Escola da Ponte, Santo Tirso, não começa com o toque de entrada. Bruna, Inês e Vasco, três dos 210 alunos que frequentam um modelo de ensino “diferente”, escolhem que matéria estudar, fazem pesquisas e autopropõem-se para avaliação. “Iniciação”, “consolidação” e “aprofundamento” são os nomes dos núcleos que compõem o sistema organizativo da Escola da Ponte. Correspondem aos graus de ensino tradicional mas isso não significa que nas salas estejam crianças e jovens divididos por idades com um professor junto ao quadro a ler o manual ou a debitar matéria. A Escola da Ponte é pública, assinou em 2003 um Contrato de Autonomia com o Ministério da Educação, recebe alunos desde o pré-escolar ao 9.º ano de escolaridade e existe há mais de 40 anos seguindo um método único em Portugal.

In Correio da Manha

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museu_escultura_internacionalÉ a conclusão de um projecto nascido há cerca de um quarto de século, quando, em 1990, o escultor Alberto Carneiro desafiou a Câmara Municipal de Santo Tirso a lançar um simpósio de escultura contemporânea na cidade. Dez simpósios depois (1991-2013), que deixaram espalhadas pela terra 54 peças criadas por 53 artistas de todo o mundo – Carneiro é o único escultor repetido, com as obras que deram origem ao programa, Água sobre a terra e O barco, a montanha e a lua (ambas de 1990) –, Santo Tirso conta com uma sede para o seu Museu Internacional de Escultura Contemporânea (MIEC.

Álvaro Siza e Eduardo Souto de Moura são os autores do novo equipamento, que tem a particularidade de ficar ligado funcionalmente ao antigo Museu Municipal Abade Pedroso, criado no final dos anos 1980. Os dois arquitectos “Pritzker” portugueses foram convidados pela autarquia em 2013 para conceberem o novo edifício, que responderia – diz ao PÚBLICO o seu director, Álvaro Moreira – “à necessidade de reabilitar o museu municipal e criar uma nova sede para o MIEC”.

Numa solução que casa um edifício contemporâneo com a arquitectura barroca do velho Mosteiro de Santo Tirso (classificado como Monumento Nacional em 1982), o novo museu é uma espécie de “dois em um”, ligando as duas valências a partir de uma entrada e um conjunto de espaços comuns: recepção, loja, cafetaria, auditório e sala de reservas.

O conjunto das obras teve um orçamento de 4,6 milhões de euros, comparticipados em 85% por fundos comunitários.

O novo edifício do MEIC tem dois pisos: no primeiro, encontra-se o centro de documentação e de interpretação que dá a conhecer a meia centena de peças espalhadas pela cidade; no subterrâneo, sete salas profusamente iluminadas acolhem as exposições temporárias. A primeira a ter aí lugar, com inauguração também este sábado, reúne 13 peças do escultor Carlos Nogueira (n. Moçambique, 1947), sob o duplo título Casa comprida com árvores dentro (retomando o trabalho por si apresentado no 9.º Simpósio Internacional de Escultura Contemporânea de Santo Tirso, em 2013) e Casa comprida com luz e outras construções.

Com um trabalho em que utiliza materiais como a madeira, a pedra, o ferro ou o vidro, Carlos Nogueira “explora temas como a casa ou o caminho, convocando muitas vezes o espaço habitável e esbatendo as relações tradicionais entre interior e exterior”, diz o comunicado do MEIC a anunciar a exposição. Na sua carreira, o escultor de origem moçambicana representou Portugal na Bienal de Veneza de 1986, na Trienal de Arquitectura de Milão de 1996 e na Quadrienal de Escultura de Riga de 2004. Em 2013, teve uma retrospectiva no Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian, sob o título O Lugar das Coisas.

Foto e Texto: Público

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ina_frenteA concentração deu-se no intervalo das 10:00 e começou por iniciativa dos alunos, aos quais se juntaram professores, pais e funcionários e em causa está uma decisão do Ministério da Educação sobre os contratos de associação com as escolas privadas e cooperativas.

Na terça-feira o Governo anunciou que não vai abrir turmas de início de ciclo em 39 colégios, o que representa uma redução de 57% no financiamento a novas turmas.

Em declarações à agência Lusa, a diretora pedagógica do INA, Francisca Dias, referiu que este instituto “ainda não sabe em quanto e como será afetado”, acusando o Governo “falta de diálogo e de transparência”.

Questionada sobre como é que o INA está a gerir o arranque do próximo ano letivo, a responsável apontou que “tudo está a ser preparado normalmente como nos outros anos”.

“Não concebemos um plano B porque não temos plano B mesmo. Temos um contrato plurianual por três anos. Do outro lado [referindo-se ao Estado] há má-fé, quando deveria estar uma pessoa de bem”, referiu Francisca Dias.

O contrato de associação assinado com o Governo no ano passado previa que o INA viesse a acolher sete turmas no 5.º ano, seis no 7.º e quatro no 10.º.

Este colégio fica localizado nas Caldas da Saúde, exatamente no limite entre Santo Tirso e Famalicão, acolhendo alunos destes concelhos mas também da Trofa, Guimarães, Braga e Paços de Ferreira.

Quanto à concentração desta manhã – que se soma a ações levadas a cabo neste colégio como um acampamento junto à escola ou um cordão humano – Gonçalo Sá, da Associação de Estudantes do INA, afirmou tratar-se de um “protesto espontâneo e pacífico”, procurando vincar que os alunos estão a marcar posição sobre esta matéria “de forma voluntária”.

“Dizem que os alunos estão a ser instrumentalizados e não é verdade. Vamos continuar esta luta porque precisamos de saber o que se vai passar”, disse o responsável.

Os possíveis cortes em colégios já não afetarão Gonçalo Sá, de 18 anos e a frequentar o 12.º ano, mas o aluno mostrou-se preocupado com uma irmã que já frequenta a escola e com um terceiro irmão que a iria frequentar.

“Isto cria muita instabilidade nas famílias”, disse o aluno, uma opinião partilhada pela presidente da Associação de Pais, Sara Azevedo, que confirmou o facto de muitos encarregados de educação telefonarem ou enviarem emails a fazer perguntas sobre o tema.

“Nota-se uma preocupação muito grande. É uma injustiça um corte radical com escolas, como é esta casa, que se abriram à comunidade para fazer face a lacunas que o Estado não estava a compensar. No caso do INA é injusto vedar-se o acesso a um projeto educativo diferente e abrangente”, disse Sara Azevedo.

O sentimento de instabilidade estende-se ao corpo docente e não docente, como afirmou à Lusa Leonor Regueiras, professora de Educação Física no INA há 33 anos, que aproveitou para pedir ao Governo que “ouça os conselhos do Presidente da República, que pediu serenidade e diálogo”.

“Os nossos dirigentes e governantes estão a criar alarme social, quando podiam ter conversado e criado soluções de consenso. Será que vão ouvir o presidente da República? O problema não é a escola, são os pais, os alunos, os professores e funcionários. Eu daqui a dois meses não sei se tenho emprego”, disse Leonor Regueiras.

Com faixas amarelas a cobrir os portões da escola e colocadas na fachada do edifício principal, a comunidade escolar do INA prometeu hoje “continuar a luta”, como afirmou o responsável da Associação de Pais, para mostrar, disse por sua vez a diretora, “que está de pé”.

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Reuni_o_C_maraNuma declaração política lida pelo presidente da câmara, Joaquim Couto, no período antes da ordem do dia a reunião de executivo que decorreu esta tarde, o autarca referiu que “Santo Tirso está entre os 100 municípios, a nível nacional, que estão a devolver IRS aos contribuintes do concelho e constitui ainda um dos três municípios do distrito do Porto a pôr em prática esta medida.

“Decidimos que, a partir de 2014, a câmara prescindiria de uma parte da receita fiscal por via deste imposto, a favor dos contribuintes a residir no concelho, uma medida que pretendemos continuar a pôr em prática”, sublinhou Joaquim Couto.

A redução do IRS dos contribuintes residentes em Santo Tirso resulta da decisão do executivo municipal de baixar de 0,5% para 0,475% a comparticipação a que tem direito naquele imposto cobrado pelo Estado.

“Com este compromisso, a autarquia já abdicou, no total, de cerca de 300 mil euros de receita por via do IRS, distribuídos pelos contribuintes com domicílio fiscal no concelho”, lê-se em informação camarária remetidas às redações.

A autarquia tirsense informa que os contribuintes com domicílio fiscal em Santo Tirso podem verificar, no campo denominado “Benefício Municipal” da nota de liquidação enviada pela Autoridade Fiscal e Aduaneira, o valor do desconto, ou seja a dedução à coleta, a que cada um tem direito, em face das retenções na fonte que foram feitas mensalmente, ao longo do ano de 2015.

A sessão de câmara desta tarde também ficou marcada pela aprovação unânime de uma moção de defesa do Instituto Nun`Álvres (INA), relativamente à recente publicação do despacho normativo que prevê o fim de contratos de associação com os colégios privados.

O documento delibera manter o diálogo institucional entre a autarquia e o Ministério da Educação, com vista à defesa dos interesses da comunidade educativa do INA.

Com esta moção, a Câmara solicita, “com caráter de urgência” que o despacho seja revisto e a sua aplicabilidade ponderada, no que ao INA diz respeito, solicitando ao Governo e à Assembleia da República “esforço e empenho na rápida resolução do problema”.

Para o executivo municipal “a eventual perda de alunos por parte do INA constituiria um golpe para a economia e emprego local, pondo em risco profissionais, nomeadamente pessoal docente e não docente, e conduzindo ao enfraquecimento da escola e de todas as valências”.

Em declarações à agência Lusa, na passada semana, a direção do INA, estabelecimento de ensino localizado nas Caldas da Saúde, exatamente no limite entre Santo Tirso e Vila Nova de Famalicão, estimou que a medida do Estado possa afetar 46 turmas com 1.350 alunos destes concelhos mas também da Trofa, Guimarães, Braga e Paços de Ferreira.

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Inaugura__o_centro_escolar_S.Miguel_do_CoutoO presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Joaquim Couto, inaugurou no passado sábado a requalificação do Centro Escolar de S. Miguel do Couto. A escola, que sofreu intervenções a nível interno e externo, garante agora condições de excelência no processo educativo dos seus alunos.

Inaugurada no passado sábado pelo presidente da Câmara Municipal, Joaquim Couto, a requalificação do Centro Escolar de S. Miguel do Couto contou com várias intervenções. A nível exterior, as obras abrangeram a requalificação do recreio, e na parte interior do edifício central, a requalificação de todas as salas e casas de banho.

Para Joaquim Couto, o resultado revela-se a continuação de um processo primordial. “Esta é uma inauguração simples mas de grande significado devido à grande preocupação da Câmara em garantir as melhores condições a nível do processo educativo. Queremos certificarmo-nos de que fazemos tudo para que as crianças de hoje sejam os melhores adultos e os melhores profissionais de amanhã, tendo presente que aposta na educação é sempre uma aposta ganha”, explicou.

Só este ano letivo esta é já a quinta escola, pertencente ao agrupamento de escolas Tomás Pelayo, que é requalificada. No ano anterior, a autarquia investiu na retirada do amianto das escolas, um investimento significativo para a melhoria do parque escolar do concelho.

Fernando Almeida, diretor do Agrupamento de Escolas Tomás Pelayo, considera que estão reunidas as condições para um processo educativo de excelência. “A grande base está criada. Para além desta requalificação, há muitos centros escolares que foram construídos de raiz, e portanto vêm com um nível de adequação ao processo educativo que praticamente não carece de melhoramentos. Aqui, impunha-se o melhoramento direto destas salas, e o grau de acabamento que se nota, traduz-se em condições ímpares para que as crianças comecem a vida escolar da melhor forma”, elogiou.

No total, o Centro Escolar de S.Miguel do Couto foi alvo de um investimento por parte da Câmara Municipal de 500 mil euros.

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