logopsPS/Santo Tirso repudiou hoje a decisão dos vereadores do PSD/PPM, oposição na autarquia do concelho, por abandonarem por quatro vezes votações em reuniões camarárias, enquanto os visados falam de “quebra de relação de confiança”.

Em comunicado hoje divulgado, a concelhia socialista diz “repudiar veementemente” a decisão da coligação PSD/PPM de não votar em determinados pontos das agendas de reunião de câmara, situação que voltou acontecer na terça-feira passada, aquando da discussão da proposta de celebração de contrato de prestação de serviços para elaboração do Plano de Marketing Estratégico 2014-2020.

“O PS/Santo Tirso não pode deixar de condenar politicamente o comportamento dos vereadores da oposição no executivo municipal, os quais parecem conviver mal com as regras democráticas, revelando mesmo uma surpreendente falta de cultura democrática”, lê-se na nota remetida à agência Lusa.

Os socialistas acusam os vereadores PSD/PPM de “não conseguirem fazer oposição pela oposição”, através “da apresentação de propostas alternativas e exequíveis para o orçamento municipal, em matéria de Educação, Justiça, Saúde, Impostos ou Emprego” e, desta forma, procurarem “chamar a atenção com a inauguração de uma nova forma de fazer política”.

“No concelho Santo Tirso, em virtude do peregrino exemplo dado pelos vereadores da oposição, não é apenas possível votar a favor, contra ou abster-se, mas também ausentar-se cirurgicamente da reunião de câmara na votação dos pontos. E depois regressar, quando bem apetece à oposição”, ironiza a concelhia PS, considerando a situação “se não inédita no país, pelo menos, invulgar”.

Na terça-feira, em declarações à Lusa, o vereador que lidera a coligação PSD/PPM, Alírio Canceles, disse que só votará autorizações prévias para serviços desde que a maioria altere a metodologia de apresentação das mesmas. A oposição exige conhecer pelo menos três propostas para o serviço e a escolha da vencedora.

“Recusamos autorizar cheques em branco”, justificou Alírio Canceles, apontando ter havido uma “quebra na relação de confiança” entre a câmara liderada pelo socialista Joaquim Couto e a oposição, recordando a decisão de entrega da conceção da revista municipal a uma empresa que tem como objeto social comércio de mobiliário.

Esse contrato começou a ser discutido em reunião de câmara a 30 de setembro e a 28 de outubro, também numa sessão camarária, o PSD/PPM anunciou estar pronto para entregar no Mistério Público, Inspeção-Geral das Autarquias Locais (IGAL) e Tribunal de Contas as suas “desconfianças” face a esse ajuste direto, cujo montante é superior a 27 mil euros.

Mas para o PS de Santo Tirso, concelho do distrito do Porto, o “abandono” da votação por parte da oposição “degrada a democracia participativa e afasta os cidadãos eleitores dos eleitos”.

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