A Câmara de Santo Tirso vai disponibilizar gratuitamente vacinas a todas as crianças do concelho com menos de dois anos, indicou hoje o presidente da autarquia, Joaquim Couto.

A disponibilização gratuita das vacinas Rotarix e Rotateq já estava implementada em Santo Tirso, distrito do Porto, mas só abrangia filhos de casais com baixos rendimentos, pelo que a autarquia resolveu generalizar a medida.

Com isto, o número de crianças abrangidas vai passar de 100 para 500, estima a autarquia.

As vacinas em causa têm um custo aproximado de 300 euros, indicou o presidente da câmara, que hoje apresentou o Plano de Saúde Municipal, numa sessão no Centro Cultural de Vila das Aves, em que estiveram presentes 85 instituições públicas e privadas, noticiou a “Lusa”.

São parceiros estratégicos deste plano o Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA) e o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Santo Tirso/Trofa, somando-se as escolas, juntas de freguesia, corporações de bombeiros, Santa Casa de Misericórdia, delegação da Cruz Vermelha, dezenas de instituições particulares de solidariedade social, bem como clínicas e óticas do concelho.

Ao abrigo deste plano, Santo Tirso vai também «em breve», indicou o autarca, estabelecer um protocolo com o CHMA que visa a comparticipação de consultas de saúde oral.

Joaquim Couto destacou também a «grande abertura» das óticas do concelho para o estabelecimento de uma parceria que atualmente se traduz na realização de rastreios gratuitos e que no futuro incluirá a comparticipação de óculos destinados a crianças.

«O objetivo deste plano é otimizar recursos. A câmara propõe-se a coordenar as várias ofertas, ações e iniciativas e junta todos os parceiros de saúde, sociais, ambientais e não só. A saúde não depende só dos hospitais e centros de saúde, mas é o ar que respiramos, aquilo que comemos, o meio ambiente onde vivemos, o exercício que fazemos, daí o envolvimento de todos, incluindo escolas e instituições», descreveu Joaquim Couto.

O Plano Municipal de Saúde de Santo Tirso abrange todas as faixas etárias, tendo como pilares de ação a saúde oral, visual, mental, física e ambiental.

Em ação estão já as consultas de psicologia para famílias e doentes oncológicos ou os rastreios de daltonismo, bem como sensibilizações sobre escovagem de dentes, consumo diário de fruta e foi generalizado a todas as freguesias o programa de envelhecimento ativo.

«Este plano é de todos e para todos», foi o lema repetido por Joaquim Couto, uma ideia partilhada quer pela diretora do ACES, Ana Tato, quer pelo presidente do conselho de administração do CHMA, António Barbosa.