A segunda fase da requalificação da Praça Camilo Castelo Branco já está no terreno e segue a linha pensada para toda a cidade de modo a aumentar a segurança dos peões. O investimento é de 300 mil euros e a obra terá a duração de 150 dias.

Depois de, com a primeira intervenção, terem sido eliminados os constrangimentos de trânsito no cruzamento, a segunda fase da obra na Praça Camilo Castelo Branco estende-se à Rua Dr. Joaquim Pires de Lima e ao troço da Rua dos Carvalhais e irá permitir a criação de uma via totalmente livre de barreiras para pessoas com mobilidade reduzida. Os peões passam a ter a possibilidade de utilizar toda a largura da via.

Consequentemente, o espaço automóvel será reduzido, fruto de uma politica de reorganização da cidade cada vez mais direcionada para privilegiar o que não é poluente. “Queremos continuar a desenvolver a cidade de modo a aproximar as pessoas do usufruto do espaço público e estamos certos de que a continuação desta obra trará isso mesmo”, sublinha o autarca, enfatizando que a linha seguida pelo Município “é transversal a toda a cidade e pretende não só melhorar a circulação, como aumentar a segurança e tornar os peões os utilizadores primordiais das vias do centro da cidade”.

Os sentidos de trânsito irão convergir nas duas extremidades da Rua Dr. Joaquim Pires de Lima, de modo a permitir a subida na Rua dos Carvalhais.

A obra contempla, ainda, a instalação de infraestruturas de drenagem de águas pluviais e residuais, de abastecimento de gás, eletricidade, telecomunicações e rede de rega que, aliada à arborização e mobiliário urbano.

O trânsito estará condicionado durante 150 dias. Concluída a obra as mais valias notar-se-ão, nomeadamente “ao nível da proximidade entre o comércio e as pessoas”, conclui.

O relatório anual da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), publicado no final de dezembro, aponta Santo Tirso como um dos concelhos com o sistema de água mais eficiente do país. A percentagem de água não faturada no Município é de 9,75 por cento, o que contrasta com os 30 por cento da média nacional.

É o segundo Município a nível nacional com a melhor taxa de água não faturada, aquela que é desperdiçada no percurso entre a distribuição em baixa e as torneiras dos consumidores.

Santo Tirso está, assim, longe de fazer parte dos municípios que, em 2018, desperdiçaram um volume de água que dava para encher 281 piscinas olímpicas por dia, porque tem um sistema de abastecimento público de água que cumpre todos os requisitos impostos pela ERSAR.

Para além disso, o mesmo relatório aponta Santo Tirso como um dos Municípios com cerca de 100 por cento de qualidade de água distribuída pela rede pública.

Por se tratar de um assunto relativo à saúde pública da população de Santo Tirso o executivo municipal,  “tem vindo a desenvolver esforços no sentido de colmatar a necessidade de fazer chegar a água da rede pública à zona do Vale do Leça”. Algo que está prestes a ser desbloqueado e representa um investimento de cerca de 4,5 milhões de euros “em baixa” e um valor quase semelhante “em alta”, a efetuar pela empresa Águas do Norte.

“Os investimentos no Vale do Leça na rede pública só não estão mais acelerados porque, na verdade, há um conjunto de Municípios que se ufanam de ter a água barata, mas não a pagam “em alta” à Águas do Norte”, explica, reforçando ser fundamental que os consumidores façam ligação à rede pública. Ligação essa que “no caso de Santo Tirso, é gratuita, quando na maioria dos Municípios portugueses tem custos”, conclui.

Localizado nas antigas instalações da Loja Interativa do Turismo, edifício contíguo ao da Câmara Municipal de Santo

Com seis balcões de atendimento ao público, mais um do que antigamente, duas receções e um total de 22 postos de trabalho de backoffice, o novo Espaço do Munícipe oferece, também, mais serviços à população, nomeadamente a possibilidade de pagamento.

Desde que entrou em funcionamento, as pessoas não necessitam de se deslocar ao serviço de tesouraria, eliminando tempos de espera e deslocações de serviço em serviço.

O Espaço do Munícipe oferece cerca de 30 serviços, contemplando áreas que vão desde o urbanismo à ação social, passando pelo desporto, educação e proteção civil. Aqui, por exemplo, é possível pedir a atribuição de vacinas gratuitas, aderir ao programa SOS Casa, solicitar licenças de publicidade ou atribuição de bolsa escolar, requerer licenças de espetáculos ou concessão de aluguer de jazigos.

A par da melhoria dos serviços prestados, também o horário de atendimento foi alargado: de segunda a quinta-feira funciona das 09h00 às 17h30, à sexta-feira está aberto entre as 09h00 e as 14h00.

Em conferência de imprensa na véspera de levar à discussão do executivo as Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2019 daquele município do distrito do Porto, o presidente da câmara, Joaquim Couto, apresentou as linhas gerais de um documento que disse ser de continuidade.

“É um orçamento de continuidade dos projetos políticos que vêm desde 2013 e que se estendem até 2021 e que assentam em quatro pilares fundamentais (…): o ambiente, a coesão social, a economia e a governança”, salientou o autarca.

Revelando que o orçamento “rondará os 50 milhões de euros (ME)”, o que representa um decréscimo comparando com 2018 que atingiu os 51,7 ME, Joaquim Couto explicou depois “haver verbas previstas no OE, de 1,1 ME, e de fundos comunitários, de entre três e cinco milhões de euros, que devem também ser equacionadas e que em fevereiro de 2018 ditarão a revisão dos valores”.

O autarca anunciou ainda uma “diminuição do endividamento de muito longo prazo da autarquia de 30 para 29ME” e acrescentou “haver também uma receita corrente de 3,9 ME” que no próximo orçamento será “aplicada em despesas de capital”.

Elencando a “diminuição da carga fiscal” disse tratar-se de um orçamento “realista com um certo grau de ambição”, explicando que o facto de a autarquia “pagar aos fornecedores, em média, em 20 dias, contribuiu para uma forte dinamização da economia local”.

No capítulo da governança, anunciou “uma contribuição de 1,6 ME a somar ao 1,1 ME que vem do Estado, para as freguesias do concelho”.

Os documentos serão votados na quarta-feira, em reunião de câmara extraordinária, e na Assembleia Municipal no dia 29 deste mês.

A empresa especializada em soluções de contentorização para resíduos sólidos urbanos, cujas vendas cresceram 47% em 2017 para 4,1 milhões de euros, deslocalizou as suas instalações centrais da Maia para Santo Tirso, num investimento de dois milhões de euros.

O CEO da Sopsa decidiu então deslocalizar a Sopsa da Maia para o Parque Empresarial da Ermida, em Santo Tirso, onde investiu cerca de dois milhões de euros na construção de novas instalações da empresa, que ocupam uma área de quatro mil metros quadrados.

Os lucros da agora empresa tirsense foram de 820 mil euros em 2017, mais 60% do que no ano anterior.

Este ano, em termos de vendas, o crescimento no primeiro semestre foi de apenas 5%, mas o CEO da Sopsa ressalva que, “neste sector, o semestre mais representativo do ano é sempre o segundo”.

Em conferência de imprensa, o também autarca de Santo Tirso considerou “inaceitável que as verbas do investimento continuem bloqueadas na Secretaria de Estado do Tesouro”, demora que, a manter-se, fará com que a unidade de Santo Tirso do Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA) “passe a disponibilizar apenas o mínimo dos mínimos” dos serviços que presta.

Afirmando querer mostrar estarem ao lado da população nesta reivindicação, Joaquim Couto, que esteve acompanhado na iniciativa pelo presidente da Federação Distrital do Porto socialista, Manuel Pizarro, e pelos deputados no parlamento Tiago Barbosa Ribeiro, Hugo Carvalho e João Torres, quer que o Governo perceba a “situação de algum dramatismo” que se vive no hospital.

“É obrigatório e necessário que neste OE fique contemplado o investimento no Hospital de Santo Tirso para que em 2019 sejam executadas as obras”, exigiu o líder da concelhia tirsense socialista.

Já Manuel Pizarro, embora “compreenda as razões que possam existir [para o atraso verificado na chegada do dinheiro]”, afirmou-se “preocupado com a situação”.

“Para nós, o cumprimento dos nossos compromissos é uma questão de honra. É, do nosso ponto de vista, também uma questão central para a forma como o PS se apresenta perante os cidadãos portugueses, mostrando que nem todos os políticos e partidos são iguais”, disse.

Afirmando-se, ainda assim, otimista, enfatizou “não ter dúvida nenhuma que também aqui esta justa aspiração dos cidadãos de Santo Tirso vai sair vitoriosa”.

Joaquim Couto referira antes que em dezembro de 2014, por decisão do anterior Governo, o hospital esteve para ser “transferido para a tutela da Santa Casa de Misericórdia de Santo Tirso”, medida que “teve a forte oposição da população local”, acabando, um ano mais tarde, “por a decisão ser revertida pelo atual Governo”, mantendo-se no CHMA, juntamente com a unidade de Vila Nova de Famalicão.

Reiterando que “desde logo de verificou a necessidade de fazer obras”, num investimento então quantificado na “ordem dos 4,5 milhões de euros”, Joaquim Couto criticou que o montante então aprovado “esteja há um ano a hibernar na Secretaria de Estado do Tesouro”.

Os vereadores do PSD vão fazer uma participação ao Ministério Público para que este averigue a legalidade das deliberações da última reunião de câmara.

Em causa estão os impostos a aplicar às famílias e empresas do concelho, que na  passada quinta feira estavam na ordem do dia e para os quais não foram enviados aos vereadores do PSD, os documentos que suportam a aplicação destes impostos.

“A lei é muito clara”, afirma Andreia Neto, vereadora e deputada à Assembleia da República, “e obriga que a documentação que suporta os assuntos seja enviada com dois dias de antecedência, o que não aconteceu. Aliás, ninguém pode discutir e votar o que desconhece”.

“O Presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso julga-se acima da Lei”, acusam os vereadores do PSD. “Uma vez que se tratam de impostos e taxas cobrados às famílias e empresas do concelho de Santo Tirso, não podíamos votar sem um estudo dos referidos pontos, motivo pelo qual nos recusamos a votar”.

“Ainda questionei o Presidente da Câmara, solicitando o tempo que a lei obriga e a situação merece para que pudéssemos analisar devidamente a matéria, o que foi negado”, salienta Andreia Neto.

Ignorando a oposição, o Presidente da Câmara submeteu de imediato a votação, sendo apenas votada pelos vereadores socialistas.

Os vereadores do PSD argumentam ainda que “são receitas muito importantes para o município e que não podem, a bem dos munícipes, analisar e decidir em cima do joelho, carecendo estas medidas de uma análise ponderada que foi inviabilizada pelo executivo socialista”.

PSD Santo Tirso