Em conferência de imprensa, o também autarca de Santo Tirso considerou “inaceitável que as verbas do investimento continuem bloqueadas na Secretaria de Estado do Tesouro”, demora que, a manter-se, fará com que a unidade de Santo Tirso do Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA) “passe a disponibilizar apenas o mínimo dos mínimos” dos serviços que presta.

Afirmando querer mostrar estarem ao lado da população nesta reivindicação, Joaquim Couto, que esteve acompanhado na iniciativa pelo presidente da Federação Distrital do Porto socialista, Manuel Pizarro, e pelos deputados no parlamento Tiago Barbosa Ribeiro, Hugo Carvalho e João Torres, quer que o Governo perceba a “situação de algum dramatismo” que se vive no hospital.

“É obrigatório e necessário que neste OE fique contemplado o investimento no Hospital de Santo Tirso para que em 2019 sejam executadas as obras”, exigiu o líder da concelhia tirsense socialista.

Já Manuel Pizarro, embora “compreenda as razões que possam existir [para o atraso verificado na chegada do dinheiro]”, afirmou-se “preocupado com a situação”.

“Para nós, o cumprimento dos nossos compromissos é uma questão de honra. É, do nosso ponto de vista, também uma questão central para a forma como o PS se apresenta perante os cidadãos portugueses, mostrando que nem todos os políticos e partidos são iguais”, disse.

Afirmando-se, ainda assim, otimista, enfatizou “não ter dúvida nenhuma que também aqui esta justa aspiração dos cidadãos de Santo Tirso vai sair vitoriosa”.

Joaquim Couto referira antes que em dezembro de 2014, por decisão do anterior Governo, o hospital esteve para ser “transferido para a tutela da Santa Casa de Misericórdia de Santo Tirso”, medida que “teve a forte oposição da população local”, acabando, um ano mais tarde, “por a decisão ser revertida pelo atual Governo”, mantendo-se no CHMA, juntamente com a unidade de Vila Nova de Famalicão.

Reiterando que “desde logo de verificou a necessidade de fazer obras”, num investimento então quantificado na “ordem dos 4,5 milhões de euros”, Joaquim Couto criticou que o montante então aprovado “esteja há um ano a hibernar na Secretaria de Estado do Tesouro”.