tecidosA Câmara de Santo Tirso vai concessionar o laboratório da Incubadora de Moda e Design da Fábrica de Santo Thyrso, com o objetivo de “prestar apoio a profissionais na área do têxtil e do design”, anunciou hoje a autárquica.

Esta decisão foi tomada, por unanimidade, na reunião de Câmara de Santo Tirso e, de acordo com comunicado remetida às redações, trata-se de “mais um passo para a instalação dos projetos criativos na Incubadora de Moda e Design da Fábrica de Santo Thyrso (IMOD)”.

A IMOD é um equipamento ligado às áreas têxtil e de design de moda, inaugurado em setembro de 2013, nas instalações conhecidas por “Fábrica do Teles”.

Este “laboratório de modelação, corte e confeção prestará apoio aos profissionais na área do têxtil e do design de moda que vão trabalhar naquele espaço”, diz o comunicado da Câmara.

Assim, ficou hoje decidido que será aberto um procedimento para “adjudicação do direito de ocupação, exploração e prestação de serviços no laboratório da Fábrica de Santo Thyrso” que “possibilitará a entrada em funcionamento de uma linha de produção com o objetivo de criar os protótipos desenvolvidos pelos designers dos projetos já selecionados para incubação na IMOD”.

O projeto da IMOD prevê a instalação de “empresas-âncora” de forma a abrir a ideia a novos designers e à indústria têxtil.

A autarquia de Santo Tirso vinca que na IMOD “foram colocados laboratórios de modelação, corte e confeção equipados com tecnologia de ponta no setor têxtil para prestar serviços às empresas e projetos em regime de incubação e a empresas exteriores”.

“A operacionalização dos laboratórios, instalados numa área de 70 metros quadrados na Nave Cultural, dotados de 26 máquinas, garantirá não apenas a execução das peças de vestuário criadas pelas empresas, como também a realização de ações de formação técnica”, completa a nota da autarquia.

Hospital de Santo TirsoO presidente da Câmara de Santo Tirso, Joaquim Couto, classificou ontem de “absurda” a possível retirada de serviços e valências do Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA) e garantiu que “ainda não é seguro que isso venha a acontecer”.

“Esta situação não era previsível, ainda que a política deste Governo na área da saúde tem sido de cortes. E vai continuar a ser após a saída da ‘troika’. Ainda não é seguro que venha a acontecer isso, mas é um absurdo”, referiu o autarca socialista.

Joaquim Couto reagia assim ao anunciado na Portaria n.º 82/2014, publicada em Diário da República a 10 de abril, que inclui o CHMA no Grupo I.

O CHMA presta cuidados de saúde às populações dos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão, num total, de acordo com Joaquim Couto, que ultrapassa as 250 mil pessoas.

“Até pelo número de utentes é um absurdo. Se acontecer será a diminuição de um serviço que é uma promessa do Estado”, referiu o presidente da autarquia de Santo Tirso.

Questionado sobre se pretende lavar a cabo alguma reivindicação junto do Governo, Joaquim Couto vincou que “a Câmara tem os seus canais de reivindicação e de diálogo próprios”.

Na quarta-feira, em comunicado remetido à Lusa, também o conselho de administração do CHMA reagiu a esta Portaria garantindo que “tem colaborado com a tutela na elaboração de um Plano Estratégico para o período 2013/15 que salvaguarda a manutenção da atual prestação de cuidados”.

“[Os constituintes do Grupo I] não exercem as valências de genética médica, farmacologia clínica, imunoalergologia, cardiologia pediátrica, cirurgia vascular, neurocirurgia, cirurgia plástica, reconstrutiva e estética, cirurgia cardiotorácica, cirurgia maxilofacial, cirurgia pediátrica, e neurorradiologia”, refere a Portaria n.º 82/2014.

Fonte: Lusa

mercado_nazerenoCentenas de pessoas assistiram sexta-feira à noite à “Última Caminhada” de Jesus Cristo pelas ruas da cidade e à “Crucificação”, na Praça 25 de Abril, naquela que foi a primeira grande enchente do Mercado Nazareno.

As dramatizações mereceram um prolongado e sentido aplauso de todos quantos presenciaram as duas últimas recriações do dia, nomeadamente do presidente da Câmara de Santo Tirso, Joaquim Couto, e dos vereadores Ana Maria Ferreira, José Pedro Machado e Alberto Costa.

Este sábado, terão lugar duas recriações: “Recolha de Jesus Cristo”, às 15h30, e “O Enterro”, às 17h00.

Fonte: Município de Santo Tirso

aguaAssociação de Pais da EB1/JI de Parada, escola de Santo Tirso, alertou hoje para a possibilidade de a água usada neste estabelecimento de ensino ser “imprópria” para consumo pelos alunos, mas Câmara garante “qualidade” e “controlo”.

“O facto que se constata é que as crianças têm andado com constantes dores de barriga e queixas contínuas. Já questionamos a cozinheira: o peixe está nas melhores condições e o talho é o mesmo de sempre. Como não temos água da rede pública nem saneamento, tememos viroses”, disse à Lusa o presidente da Associação de Pais da EB1/JI de Parada, Nuno Carvalho.

Este estabelecimento de ensino localiza-se na União de Freguesias Carreira/Refojos, onde estudam alunos com idades compreendidas entre os três e os dez anos.

Segundo a associação de pais, esta EB1/JI “não é abastecida por água pública, mas sim por água de um poço” e, prosseguiu o responsável, “há cerca de dois/três meses deram-se casos que levaram a Câmara a fornecer garrafões de cinco litros para o uso na cozinha [lavagem de legumes e frutas] e para lavagem de dentes”.

“Pararam esse fornecimento alegadamente porque a água é boa mas temos dúvidas”, referiu Nuno Carvalho que enviou à Câmara um email no qual pede o regresso ao sistema de garrafões e conta ter feito investidas para averiguar a qualidade da água.

“Tendo nós questionado técnicos de análises microbiológicas, as suas respostas foram unânimes do sentido de que a água do local onde está instalada a escola não é de boa qualidade, uma vez que o local é muito fundo e apanha com toda a espécie de poluentes, pesticidas e microorganismos”, lê-se no texto.

A Lusa contactou a Associação de Pais da Escola de Guimarei, localizada na mesma área, que confirmou, sem, no entanto, conseguir precisar quando – “talvez no Natal”, disse o responsável, Ricardo Silva – que a Câmara abasteceu este equipamento com garrafões de água até à realização de análises.

Em comunicado, a Câmara de Santo Tirso garante que a EB1/JI de Parada “dispõe de um sistema de tratamento composto por desinfeção, correção do pH e desnitrificação” e que “a água distribuída é própria para consumo humano”.

“É de salientar, que o Programa de Controlo da Qualidade da Água realizado por esta autarquia está sujeito a um Programa de Vigilância Sanitária da Água para Consumo Humano, que a Unidade de Saúde Pública efetua em paralelo com a Câmara Municipal, ao abrigo do artigo 4.º e do artigo 30.º do Decreto-Lei n.º306/2007 de 27 de agosto]”, lê-se no documento.

A autarquia vincou não ter sido “notificada de qualquer problema relacionado com a qualidade da água, nem tão pouco sobre algum surto de viroses em algum estabelecimento de ensino”.

Questionada pela Lusa sobre futuros investimentos nesta área, a autarquia socialista liderada por Joaquim Couto diz que esse é “um processo em aberto”, justificando que “as obras que estavam previstas através da concessionária, no âmbito do POVT, foram chumbadas pelo atual Governo”.

“A Indaqua submeteu um projeto que contemplava um investimento de 10 milhões de euros, tendo sido apenas aprovado 27 por cento dessa verba. A Câmara de Santo Tirso espera que no próximo quadro comunitário de apoio a Indaqua ou a Águas de Noroeste possam dar andamento ao processo”, conclui o documento.

Lusa

criancas_maus_tratosA Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Santo Tirso registou 107 denúncias de maus-tratos em 2013, segundo dados revelados por aquela entidade a propósito do “Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância”.

Em 2013 foram instaurados 107 processos, menos quatro do que em 2012, indica um relatório da CPCJ municipal. No que respeita a processos transitados, a CPCJ de Santo Tirso registava, no final de 2013, um total de 189 casos, enquanto no ano anterior fechou com 165.

“Na base destes resultados poderá estar a necessidade de se acompanhar os processos, por períodos mais longos”, refere o relatório da CPCJ de Santo Tirso.

O documento refere que “a conjuntura atual pode ter influenciado gravemente os orçamentos familiares e consequentemente as problemáticas sociais nas famílias mais desfavorecidas”.

Os estabelecimentos de ensino são as principais entidades sinalizadoras da ocorrência de maus-tratos na infância com 28,3% das sinalizações. Seguem-se as autoridades policiais com 21%.

O relatório da CPCJ de Santo Tirso assinala que “os processos ativos têm maior incidência na faixa etária entre os 15 e os 17 anos”.

“Estes resultados poderão estar diretamente relacionados com o aumento, em 2013, das problemáticas do abandono escolar, consequência do alargamento da escolaridade obrigatório para os 18 anos ou 12º ano (…). O apoio da CPCJ junto dos pais tem sido a medida aplicada com maior destaque nos problemas detetados”, conclui o documento.

Estes dados foram tornados públicos a propósito da adesão deste município à campanha “Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância” que se assinala este mês.

As atividades programadas para este mês tiveram início na terça-feira com uma largada de balões azuis feita junto ao edifício dos Paços do Concelho e em todos os jardins-de-infância e escolas básicas de Santo Tirso.

Foi iniciada também uma campanha nos Transportes Urbanos de Santo Tirso (TUST) e junto da população através da exposição de frases.

“Hoje, já deu um abraço ao seu filho?”, “Já disse ao seu filho que o ama?”, “Já deu um passeio com o seu filho?”, “Já leu um livro com o seu filho?”, “Já fez alguma surpresa ao seu filho?”, “Já deixou um adoro-te na mochila do seu filho?” e “Já elogiou o seu filho hoje?”, são algumas das frases da campanha.

Lusa/fim

cantina-escolarSegundo Francisco Figueiredo, do Sindicato da Hotelaria do Norte, em causa estão os “sucessivos incumprimentos salariais” por parte da empresa, registados desde o ano letivo 2010/2011.

“Não tem pago as compensações por caducidade do contrato e há diferenças nos subsídios de férias e de natal”, referiu.

Em relação à compensação por caducidade, os trabalhadores terão a receber, cada qual, entre 150 a 450 euros, enquanto que os valores em falta dos subsídios ascenderão a 600 euros.

A Lusa contactou a empresa (Nobrecer) para tentar ouvir a administração, mas até ao momento sem sucesso.

Entretanto, e ainda segundo Francisco Figueiredo, hoje estão a registar-se greves também em cantinas de alguns hospitais, em protesto contra o “roubo” no pagamento do trabalho nos feriados.

De acordo com o sindicalista, os hospitais de Vila Real, Chaves, Famalicão, Viana do Castelo, Ponte de Lima e Prelada (Porto) estarão a registar uma adesão à greve “praticamente a 100%”, apenas sendo assegurados os serviços mínimos.

As empresas responsáveis pelo fornecimento das refeições estarão a pagar apenas 25% do valor que pagavam pelo trabalho em dia feriado.